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11/05/2020

# Dica de Leitura # 225

Título: A morte visita Lisboa
Autor: Fernando Perdigão
Número de páginas: 296
Ano: 2019
Editora: Ímã

* Exemplar cedido em parceria com a Oasys Cultural.

Uma imigrante brasileira é assassinada em Lisboa e o detetive Andrade, que sequer poderia imaginar que sua visita à cidade portuguesa lhe renderia mais uma investigação policial, é convocado a ajudar na solução do caso.

Se você gosta de ler romances policiais e está habituado a investigadores centrados e comedidos, vai se impressionar com a forma desleixada e preguiçosa com que esse personagem protagoniza a caçada aos criminosos em território português.

Destilando seu humor ácido, pressionando e destratando as testemunhas e acumulando desafetos mediante seus métodos politicamente incorretos de investigação, o prepotente e repugnante detetive Andrade vai expor os segredos mais sórdidos da sociedade portuguesa, bem como trazer à tona uma sátira (ou será que poderia ser chamado de reflexo?) do modo investigativo brasileiro, bem como um retrato perfeito da nossa sociedade de forma geral.

Com uma narrativa bem delineada e exalando ironia nas entrelinhas, A morte visita Lisboa traz uma história incrível, mas com um protagonista detestável, e ainda assim, capaz de cativar qualquer leitor. Não sei como explicar o que acontece, mas Andrade parece ser aquele tipo de personagem que amamos odiar, sabe como é?

Instigante, envolvente e divertidíssimo, garanto que esse livro irá lhe surpreender a cada página!

CLASSIFICAÇÃO: 

BOM!


23/09/2019

# Dica de Leitura # 207

Título: Telefone sem fio
Autora: Vera Helena Rossi
Número de páginas: 216
Ano: 2014
Editora: Patuá

* Exemplar cedido em parceria com a Oasys Cultural.

Em uma viagem de carro para o interior de São Paulo ao lado do marido, a jovem jornalista Alma Pontes relembra as aventuras e desventuras de sua vida, tentando manter vivas as suas memórias através de anotações feitas em um caderno. É assim que nos conta como as coisas chegaram ao ponto de partida do livro: o casal está indo para um enterro e a protagonista sente que pode, de alguma maneira, ter contribuído para que isso acontecesse.

"Particularmente hoje guardo em mim uma porção horrorizada e desconfortável de mim mesma." 
"Continuo a me buscar no reflexo do rosto. Em que me transformei?" 

Nesse encontro com o passado, podemos acompanhá-la da tenra infância, divertindo-se ao brincar de telefone sem fio e distorcendo a mensagem inicial para causar gargalhadas entre os amigos, à idade adulta, quando a mentirinha da antiga brincadeira acaba se tornando mais comum do que ela seria capaz de imaginar, principalmente quando acobertava o irmão, Mauro, com quem tinha uma afinidade singular, diferente do que acontecia com a mãe. 

"Cambaleou pelo corredor até sumir da vista da irmã, que também se perguntava por que tinha que ser daquele jeito. Os dois irmãos sempre sozinhos. Sempre juntos no final."

Com direito a interrupções para uma conversa direta com o leitor, a Alma que encontramos é uma mulher perdida em uma atmosfera de dor, angústia e solidão, tentando narrar sua própria verdade diante de um trágico desfecho; enquanto tentava guiar seu caminho, acabou se tornando apenas um fantoche de sua própria vida.

"O 'se' continha fortes efeitos colaterais: o gosto amargo da irreversibilidade do tempo."
"Ocorre que nunca temos um plano B. Sempre pensamos em um plano B, fazemos planos para o plano B, mas quando realmente precisamos, nunca temos um."

Tendo como pano de fundo os principais acontecimentos políticos entre 1990 e 2010, tais como a morte de PC Farias, o plebiscito sobre a forma e o sistema de governo do país, o confisco da poupança durante o governo Collor, o apagão durante o mandato de FHC e a eleição de Lula à presidência do país, o enredo peculiar de Vera Helena Rossi acaba se aproximando ainda mais do leitor ao narrar as memórias de uma jornalista que, na maioria das vezes, além de não se sentir completa com sua profissão, descobria-se constantemente perdida em divagações em um mundo ao qual parecia não se encaixar e onde sentia dificuldade em distinguir a realidade da ficção.

Apesar de ter um desfecho bastante previsível e de não ter conseguido me conectar à história tanto quanto eu gostaria, tenho que parabenizar a autora por dar identidade ímpar ao seu texto, uma vez que aparenta ter um estilo simples de escrita, porém esconde nas entrelinhas e nos pequenos detalhes o sentido e as características de seu enredo. Sendo assim, aconselho vocês a lerem o livro em dias seguidos para evitar que se percam nos acontecimentos, pois a transição de cada capítulo é feita quando Alma conversa diretamente com o leitor, porém, ao voltar a escrever suas memórias, nem sempre volta ao ponto de onde parou; às vezes há um salto de alguns anos, e por isso é importante manter ao máximo a atenção na leitura.

Após finalizar esse livro, permiti-me a prerrogativa da dúvida e, por isso, lhe questiono, meu querido leitor: e você? Assim como Alma, já tentou alguma vez narrar suas próprias verdades?

CLASSIFICAÇÃO:

BOM!



15/02/2019

# Dica de Leitura # 203

Título: Esquina da minha rua
Autor: Carlos Machado
Número de páginas: 88
Ano: 2018
Editora: 7 Letras

* Exemplar cedido em parceria com a Oasys Cultural.

Nesta novela de autoria de Carlos Machado vamos conhecer dois personagens com trajetórias de vida extremamente distintas que, no entanto, guardam as lembranças de um passado em comum: ambos são descendentes de famílias imigrantes.

De um lado, temos Pedro; um típico intelectual tentando se encontrar em sua invisibilidade, compondo novas canções e gravando seu último disco. Do outro, uma mulher anônima e de vida simples que lhe escreve cartas constantemente e lhe presenteia com uma amizade incondicional. Enquanto ele passeia por bares, estúdios e cafés, ela se lamenta por ter de cuidar da enfermidade do primo mais velho. Pedro tinha por volta de seus 40 anos bem vividos, era um homem "viajado". A amiga anônima, por sua vez, já atingia seus 70 e, em contrapartida, só conhecia a esquina de sua rua.


"As pessoas nesse lugar não falam a minha língua e eu tampouco a delas."

"A mesma canção tocada em diferentes momentos é uma canção diferente." 

Intercalando a ótica dos personagens a cada capítulo e tendo como pano de fundo uma Curitiba literária na qual Dalton Trevisan é a maior referência, nos deparamos com uma narrativa oscilante entre presente e passado, exaltando a importância de viver no aqui e agora, mas sem deixar as memórias e o saudosismo decorrente delas de lado.

Esse é o primeiro contato que tive com o estilo de escrita do autor e devo ressaltar que sua obra tem alta dose poética: é como se a poesia se mesclasse com a narrativa, expondo um texto regado de sensibilidade. Apesar de ter gostado da experiência, a obra me pareceu um pouco confusa no início, mas logo me adaptei aos acontecimentos. Afinal, enquanto a mulher anônima escrevia cartas ao seu amigo Pedro, este narrava seu dia a dia e os questionamentos que o atormentavam, ou seja, não havia uma comunicação direta entre eles e isso me incomodou um pouco. Fiquei esperando ansiosamente o desfecho e nutri algumas expectativas que, infelizmente, não foram concretizadas. Isso, no entanto, não tira o mérito do autor e a excelência da composição de sua obra. Portanto, indico-a para todos os leitores que quiserem se aventurar nesta mescla de gêneros literários e, quem sabe, se apaixonar pelos personagens dessa mesma esquina, mas que habitam universos completamente opostos.

"É sempre bom voltar quando a volta não significa estar novamente no mesmo lugar."

CLASSIFICAÇÃO: 

BOM!


04/12/2018

# Dica de Leitura # 195

Título: Raro
Subtítulo: Poemas de Eros
Autor: William Soares dos Santos
Número de páginas: 104
Ano: 2018
Editora: Urutau

* Exemplar cedido em parceria com a Oasys Cultural.

Conhecido como o deus do amor e do erotismo na mitologia grega, Eros foi a fonte de inspiração para cada um destes poemas intensos, ardentes e repletos de paixão e erotismo que compõem este livro.

Raro possui uma verdade inebriante, desnudando a alma e invadindo o íntimo de nosso ser com um ritmo único e envolvente, exalando sensualidade e convidando o leitor a desfrutar todo o prazer que a poesia pode causar à alma.

Dividido em quatro partes (Raro, Releituras erotizadas, Algumas histórias e Poemas breves), o mais novo trabalho de William Soares dos Santos nos proporciona uma experiência diferente ao abordar em sua totalidade poemas eróticos, rompendo com a barreira clichê de que só de amor é feita a poesia.


Este foi o primeiro contato que tive com a escrita do autor e me surpreendi bastante. Quem acompanha as resenhas que posto aqui no blog, com certeza já percebeu que eu gosto muito de poesia. Acho esta uma fonte inesgotável de prazer e sinto-me saciada ao me deixar envolver pela dança das palavras, ora rebuscadas, ora singelas, em sua totalidade impactante e sensível; e com esta obra não foi diferente.

Contemplação

 Sentir a tua mão

é como
espantar desertos,
enquanto
mensuras
o tamanho
de meu corpo
dentro do teu
ao te perder
na contemplação
infinita
do meu
olhar.

O outro

Amar o outro
é também amar
o seu corpo
e lidar
com a sua entranha,
com a sua verruga,
com a sua cicatriz,
com seu pus,
com a sua excrescência,
com a sua dor,
com a sua deficiência,
com a sua ausência,
com a sua demência,
entre outros 
lidares.
É dar-se no
entregar a si
e esquecer-se
no labirinto 
da
entrega.

*** Este livro foi o escolhido do mês de dezembro para cumprir o Desafio 12 Meses Literários 2018, cujo tema era "um autor que você nunca tenha lido".

CLASSIFICAÇÃO: 

MUITO BOM!


13/11/2018

# Dica de Leitura # 188

Título: Vide Bula
Subtítulo: Farmacologia poética de três pílulas
Autora: Fabíola Rodrigues
Número de páginas: 104
Ano: 2018
Editora: 7 Letras

* Exemplar cedido em parceria com a Oasys Cultural.

Dividido em três partes (Onírica, Ocaso e Olvido), cada qual com sua devida intensidade e recomendação de dose diária, Vide bula é uma posologia para quem deseja se aventurar em sua própria mente e desafiar suas emoções da maneira mais intensa possível.

É um livro para ser lido sem pressa, a fim de absorver a essência de cada palavra deste remédio alternativo para os dias atuais que Fabíola Rodrigues nos apresenta. 

Abordando temas cotidianos e situações pelas quais todos nós estamos sujeitos a passar algum dia, nos deparamos com momentos particulares da autora, eternizados em seus versos; sejam seus altos e baixos, seus sentimentos mais secretos ou os riscos de um futuro incerto.

Quem me conhece sabe que sou extremamente apaixonada por poesia, pois este é o melhor meio de exorcizar de nossa alma os mais controversos sentimentos, possibilitando-nos, finalmente, respirar nossas próprias verdades, e foi exatamente isso que aconteceu com relação a este livro.


Vide Bula não é o primeiro contato que tenho com a escrita da Fabíola, pois em 2016 tive a oportunidade de conhecer Carta Náutica das Desimportâncias, também cedido em parceria com a Oasys Cultural, e seu estilo de escrita me chamou a atenção, mas desta vez me conquistou ainda mais. Apesar de conter algumas palavras rebuscadas, talvez de difícil compreensão para um leitor que não está habituado com o gênero, a essência da escrita da autora é apaixonante.

Entre os poemas, os quais mais se destacaram para mim foram: Abecedário, Chá da tarde, Chronos e Papel de seda. Segue um trecho:

Abecedário

"...porque eu me apego a todas as palavras. mesmo as prostituídas. mesmo as derrotadas. mesmo as que têm vícios. eu sou analfabeta de silêncios."

As páginas amareladas dão um toque especial à edição que, mesmo sendo simples, é de extrema qualidade. Indico a leitura para os fãs de poesia e para todos aqueles que desejam embarcar em uma viagem rumo à sua própria essência.

CLASSIFICAÇÃO: 

MUITO BOM!


10/08/2018

# Dica de Leitura # 168

Título: Fazendas Ásperas
Autora: Geny Vilas-Novas
Número de páginas: 216
Ano: 2017
Editora: 7Letras

* Exemplar cedido em parceria com a Oasys Cultural.

Através da contação extremamente detalhada de sua própria história, Geny Vilas-Novas esbarra com o passado e busca reconstruir a trajetória de sua família desde a época em que imigrantes portugueses se instalaram em terras brasileiras e aqui constituíram seus novos lares, até o memorável palco de sua infância em Sítio de Cima - MG, às margens de um riacho que corria para o Rio Doce.

Entre lágrimas e sorrisos, alegrias e tristezas, a autora vai dando cor e vida a diversos personagens; cada qual com sua devida importância no enredo e totalmente indispensáveis para a conclusão deste quebra-cabeça tão singular composto pelos membros da família Neves e Villas Novas.


A narrativa não-linear permite que vários assuntos sejam abordados, possibilitando ao leitor a viagem entre um passado conturbado e um presente alvo de críticas políticas, sociais e econômicas.

"Não sei apalpar, ou entro em um personagem e arrisco tudo, ou não toco no assunto. Vou contando a saga da família. Tudo é ficção, nada é oficial. São todos obscuros personagens." 

Paralelo a este enredo sentimental e nostálgico, a autora aborda a metalinguagem sobre o ato de escrever e toda a pesquisa necessária para a criação de uma obra autobiográfica, cultural e histórica quanto Fazendas Ásperas.

"Existe um momento em que, se eu não escrevesse, a vida seria insuportável. Escrever exige distanciamento, e quando a emoção chega, ela já aparece decantada."
"Se a escrita estiver muito bem comportada, desconfie. Sujeito, verbo e complemento. ‘Suje-a'. Faça inversões."
"Aqueles momentos, nas nossas vidas, eram tão raros, mas tão raros que mais pareciam sonhos."


Nesta obra que oscila entre presente e passado e mistura romance, ficção, memorialismo e prosa poética, Geny Vilas-Novas apresenta um estilo ímpar de escrita, levando o leitor muito além do enredo, ao proporcionar um encontro íntimo e pessoal com suas próprias raízes e memórias através da reflexão. Recomendo para todos aqueles que sabem apreciar uma boa escrita e que gostem de se surpreender com uma história tão bem desenvolvida quanto esta.

CLASSIFICAÇÃO: 

MUITO BOM!


19/06/2018

# Dica de Leitura # 157

Título: Retas oblíquas
Autora: Roberta Lahmeyer
Número de páginas: 80
Ano: 2018
Editora: Ibis Libris

* Exemplar cedido em parceria com a Oasys Cultural.

Retas oblíquas é um livro de poemas no qual a autora aborda diversas temáticas, entre elas, a essência da poesia em sua magnitude abstrata de enxergar aquilo que é invisível aos olhos, a arte de dizer, desdizer e subentender, mas acima de tudo, seguir em frente, descobrir, refletir, transformar, viver. Assim, a vida, tal qual a poesia, segue por retas oblíquas e apresenta as mais diversas possibilidades.

"Não sou de flores
Sou de palavras
Cultivo um jardim
de pensamentos abstratos"

Utilizando ora palavras rebuscadas, ora palavras singelas, a composição do livro é extremamente delicada e destinada às pessoas sensíveis e capazes de entender em versos a singularidade da vida. Apesar de seguir algumas influências de grandes poetas, Roberta consegue apresentar sua arte através das palavras de modo único, o que fez o livro se tornar uma experiência gratificante para mim, pois através dele o leitor é absorvido de uma nova maneira que, com certeza, vai agradar os fãs do gênero e aqueles que apreciam se aventurar em novos estilos de escrita.

"procuramos novos ângulos para coisas fixas
somos
retas
oblíquas
desejamos multiplicar nossas possibilidades"


"Nossa vida vem depois de dois pontos:
e num instante incerto termina
em concretas reticências..."

CLASSIFICAÇÃO: 

ÓTIMO!


31/03/2018

# Dica de Leitura # 140

Título: Poemas ao desabrigo
Autor: Raul de Taunay
Número de páginas: 112
Ano: 2016
Editora: 7Letras

* Exemplar cedido em parceria com a Oasys Cultural.

O livro é uma antologia de poemas cuja temática variada representa o amor, a saudade, a despedida, a dor, a maldade, a beleza e a autodescoberta. 

Com uma escrita marcada por traços essencialmente brasileiros, metricamente construídos e embalados por um ritmo constante, os poemas e sonetos apresentam ora intensidade, ora delicadeza. É assim que cada experiência de vida de Raul de Taunay se transforma em bagagem literária e reforça o convite para que o leitor reflita sobre como a poesia se faz presente em todos os momentos, inclusive, à mercê do desabrigo. 


Foi uma grata experiência conhecer essa obra e me deliciar com a sensibilidade e com a combinação de palavras feitas pelo autor. Alguns poemas, como Arado, Eterna...Idade, Poema de Natal, Quimera e Encantos se tornaram meus favoritos e, sem dúvida, fizeram a leitura valer a pena, pois proporcionaram questionamentos e reflexões sobre a vida de forma geral. Indico para os amantes de poesia e àqueles que ainda não deram uma chance à leitura do gênero, pois creio que esse seja um bom começo.


CLASSIFICAÇÃO: 

MUITO BOM!


25/12/2017

# Dica de leitura # 125

Título: Uma História dentro da outra e Lendas do Rio Doce
Autora: Geny Vilas-Novas
Número de páginas: 80
Ano: 2017
Editora: Zit

* Exemplar cedido em parceria com a Oasys Cultural.

Tendo como pano de fundo a baía do Rio Doce - território às margens do rio que cruza parte dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo - Geny traz doces lembranças de sua infância feliz com a família no Sítio de Cima e das lendas passadas de geração a geração, contadas, à beira do fogão a lenha, pela vovó Carolina.

É assim que conhecemos a história do menino que caiu no rio e, para evitar sua morte, o pai, que tinha poderes, o transformou em um peixe de escamas douradas, a história do filho do caçador que ficava aos cuidados de um cão enquanto o pai ia trabalhar, entre tantas outras.




A narrativa é intercalada entre memórias pessoais - como a do telescópio feito de argila e o assombro causado pelo quadro da Mona Lisa - e as lendas e causos regionais. Eu nunca tinha ouvido falar sobre eles, mas a leitura do livro deixou bastante evidente a força da cultura popular presente na região e a importância de preservá-la, por isso, creio que as memórias do livro não pertencem apenas à autora, mas também, à toda comunidade.

A escrita é leve, interessante e de fácil assimilação. Li em questão de horas. As ilustrações estão bem caprichadas, assim como a obra de forma geral. Aproveite, e venha você também embarcar nesta incrível jornada pelo Vale do Rio Doce.

CLASSIFICAÇÃO: 

MUITO BOM!



21/11/2017

# Dica de Leitura # 120

Título: Em poesia
Autora: Lara Braga
Coleção: Mulheres em Cena - Volume 2
Número de páginas: 94
Ano: 2017
Editora: Bambual

* Livro cedido em parceria com a Oasys Cultural.

O livro faz parte do projeto "Mulheres em Cena" desenvolvido pelas irmãs Nara Tosta e Lara Braga. O segundo volume é composto por poesias, através das quais a autora traduz e apresenta infinitas possibilidades e realidades do mundo feminino, ora tristes, ora alegres, por vezes doloridas, em outras tantas, intensas e profundas.

Ressaltando temas como amor-próprio, amores não correspondidos, amizade, filhos, casamento, liberdade, indiferença e demais percalços no caminho, Lara consegue cativar o leitor da primeira à última página com sua poesias e reflexões sutis, delicadas e envolventes. Sem dúvida, consegue se aproximar bastante do coração e da alma feminina.

"O verdadeiro amigo Não precisa de razões Não se limita a convenções Te ama sem ilusões."


Gostei da combinação de cores na capa, achei a edição muito caprichada e, assim como no primeiro volume, as páginas deste livro também são na cor rosa. Lara Braga não deixou a desejar e, por ser seu livro de estreia, espero que venha muito mais coisa boa por aí. Indico a leitura a todos aqueles que queiram se sensibilizar e se deixar envolver pelos mistérios e realidades do mundo feminino.

CLASSIFICAÇÃO: 


MUITO BOM!