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05/10/2018

# Projeto: Resenhando com o Ensino Médio # 18

Bom dia, gente!

Clique aqui para saber mais sobre o projeto!

No post de hoje vamos conhecer a opinião da Jessica Alves, aluna do 1º ano, sobre o livro da minha diva favorita: Marian Keyes. Confira!

Toda ação, por menor que seja, causa uma reação. Essa é a lei da vida e a responsável pelas maiores reviravoltas que ela sofre. É isso que três mulheres totalmente distintas terão que aprender ao terem seus destinos entrelaçados em uma busca semelhante.

Lisa Edwards tem uma vida perfeita. É a cobiça de muitos homens e mulheres. Linda e fabulosa, do tipo que exala Gucci e Prada apenas ao caminhar, é editora-chefe de uma famosa e respeitada revista de Londres. Até seu mundo purpurinado vir à baixo ao ser enviada, sem direito de escolha, para a monótona e ridícula cidade de Dublin.

Agora, Lisa encontra-se perdida sem sua antiga rotina e amigos (não que ela precise deles, afinal, alguém como ela não precisa de ninguém), com a responsabilidade de começar a criação de uma inovadora revista feminina do zero.

E em meio a pessoas sem senso algum de moda, comentários ácidos e todas as quedas que a criação de uma revista proporcionam, ela precisa urgentemente encontrar uma forma de ser feliz.

Clodagh Kelly possui a vida que qualquer garota que deseja construir uma família quer. Além de bela e esguia, tem Dylan, o lindo marido apaixonado e bem-sucedido, uma mansão em um bairro de classe alta, uma excelente conta bancária e dois filhos.

O único problema nisso é que após onze anos casada, sua vida não possui mais a excitação de antes. Ela está cansada da monotonia da casa, dos filhos manhosos que roubam seu sono e, principalmente, do marido ausente e viciado em sexo.

Desesperada, Clodagh precisa, de alguma forma, encontrar o que tanto procura, mesmo não tendo o total conhecimento do que seja e quais serão os caminhos que terá de tomar nessa busca.

Ashling Kennedy é uma mulher quase comum de 30 anos. Quase. Talvez porque ela possui uma quantia exacerbada de bolsas e kits de emergência, tem um apego quase desesperado por quiromancia e um sério problema com sua autoestima.

Após muito tempo trabalhando em uma medíocre revista, ela é despedida e precisa encontrar um novo emprego e, quem sabe, um namorado. Assim, sua vida sofre uma grande reviravolta: um novo cargo, uma nova chefe tomada pela arrogância, novos medos, problemas e sentimentos.

É nessa bagunça, cheia de experiências boas e ruins, que Ashling terá que achar uma forma de capturar a felicidade.

Unidas, as três terão que enxergar seus erros, um a um, enfrentar seus traumas do passado e aprender a conviver em harmonia para terem a chance de alcançar o êxito.

Será então que a felicidade é realmente inalcançável ou basta apenas que saibamos lutar por ela?




Sushi é uma obra arrebatadora. Desde a primeira linha, sua sinceridade real afoga o leitor, por mais cético que seja, em seu mundo bem entrelaçado e construído.


Cada pequeno detalhe da escrita o torna ainda mais agradável e encantador, desde o vocabulário mais objetivo e as ironias sutis na narração, até o leve senso de humor.

Ele cria reflexões profundas sobre o verdadeiro amor, sobre traições, família, as escolhas ao longo da vida e sobre como pode-se ter a felicidade.

Esta obra descritiva, cínica e apaixonante é extremamente realista, é uma leitura imprescindível para a bagagem de qualquer pessoa.


E aí, gente? Gostaram da resenha da Jessica? Como deu para perceber, minha aluna também é fã dessa autora maravilhosa. Por que será? Hahaha Comentem! Sua opinião é muito importante para nós!

Beijos!


17/01/2017

# Dica de Leitura # 78

Título: Los Angeles
Autora: Marian Keyes
Número de páginas: 490
Ano: 2012
Editora: Bertrand Brasil

Margareth Walsh sempre foi a irmã mais bem educada, certinha, boa aluna e meiga. Diferentemente de Claire, Rachel, Anna e Helen (a pior de todas). Até se cansar de andar na linha e meter o pé na jaca, a começar pelo seu casamento de 9 anos com Garv, seu namorado dos tempos de escola, do qual ela desconfiava estar vivendo um caso extraconjugal. Mas não era só a vida pessoal que estava uma droga, o serviço em uma firma de advocacia também estava deixando-a completamente louca!

Maggie larga tudo e vai para a terra do glamour: Hollywood. Em companhia de Emily, sua amiga de infância e roteirista em ascensão, as duas viverão grandes aventuras em Los Angeles. E é a partir de então, que ela muda o comportamento, começa a frequentar baladas e conhece muita gente nova, entre eles o charmoso Troy, que balançará seu coração ferido.

Um aspecto marcante da narrativa é a presença da mamãe e do papai Walsh, bem como de Helen e Anna, que decidem embarcar para Los Angeles, a fim de passar umas férias... Mas isso cheira encrenca de longe! E muita risada, sem dúvida! (Aqui devo ressaltar a importância em ler os livros em ordem. Entre Melancia e Férias! não há um espaço de tempo muito grande, portanto, um livro não dá tanto spoiler do outro. Mas se você está começando agora, 'pelamor' não leia Chá de Sumiço e nem Tem Alguém Aí antes de Los Angeles, ou então, sua vida estará comprometida pra sempre, é sério! kkkk)

A história alterna entre passado e presente, o que nos leva a conhecer um pouco melhor o romance de Garv e Maggie e os acontecimentos que culminaram no fim de um relacionamento de 9 anos, regado de amor e carinho, porém, com muitos acontecimentos marcantes e que desgastaram essa união, entre eles, abortos naturais, e a imensa vontade de Garv em se tornar pai.

Durante a leitura, percebemos uma Maggie completamente desgovernada, querendo viver tudo o que não viveu enquanto estava casada, mas em determinado momento, percebe que ao lado do marido, viveu experiências que outras mulheres na idade dela não tiveram a chance de viver e que jamais saberiam o significado. Esse reencontro com o passado e a visita inesperada de Garv, depois de tanto tempo, vão deixar Maggie balançada e ela precisará encerrar esse capítulo da sua vida de uma vez por todas.

O final do livro é surpreendente e adorável, e como todos os finais da Marian, aconteceu do jeito que eu queria hahah A história é cativante do início ao fim, e quem já esteve ou ainda está em um relacionamento duradouro consegue perfeitamente se colocar no lugar da protagonista e dividir com ela as mesmas dúvidas e sentimentos. Nesse enredo apaixonante e comovente, a autora nos faz refletir sobre diversos temas e polêmicos como a hegemonia do casamento e o aborto, de forma bem-humorada, porém, carregada de mensagens e aprendizados. Vale muito a pena fazer a leitura! 


"As estrelas estão sempre lá, mesmo durante o dia. Nós é que nem sempre conseguimos vê-las." 

 CLASSIFICAÇÃO:



ÓTIMO!


10/01/2017

# Dica de Leitura # 77

Título: Salva pelos Bolos
Autora: Marian Keyes
Número de páginas: 232
Ano: 2016
Editora: Bertrand Brasil

Ao contrário que a maioria pensa, "Salva pelos Bolos" não é um romance açucarado. Nada disso. Aliás, os motivos que levaram Marian a escrevê-lo foram justamente pelo fato de ter conseguido vencer uma das etapas mais difíceis de toda sua vida: a amarga luta contra a depressão.


"Era como se tivesse ocorrido uma avalanche na minha cabeça e eu tivesse sido arrastada por uma força terrível para algum lugar estranho, fora do mapa, onde não havia nada nem ninguém familiar. Eu me sentia como se estivesse em um filme de ficção científica. Como se estivesse vivendo em um universo paralelo. Estava completamente perdida."

Novata na cozinha, ela conta, entre suas receitas, detalhes sobre sua vida e como a aventura pelo mundo dos bolos lhe ajudou a se concentrar no aqui e agora.

Tudo começou quando ela decidiu presentear uma amiga com um bolo, e a partir de então, não parou mais! O livro é cheio de dicas para pessoas totalmente inexperientes (como eu), e cada receita possui um porquê de estar ali, seja por ter marcado sua infância, por se tratar de uma tradição na Irlanda, ou receitas da mãe e da sogra. Além disso, o livro é dividido em sessões que facilitam na hora de encontrar a receita almejada.

O capricho da Bertrand com os livros da Marian, mais uma vez foi impecável! Sou apaixonada por esses livros coloridinhos haha Lê-lo foi algo totalmente diferente da experiência com todos os outros livros dela (Sim, já li e tenho todos publicados no Brasil, porque é muito amor por essa autora), e amei, lógico! Assim como eu amo tudo que ela faz! Já adianto: nem em um livro com 80 receitas, ela não perde o humor, gente! O livro é o máximo!

Agora, para deixá-los curiosos, tirei algumas fotos do livro, inclusive das receitas que eu "ousei" fazer e, modéstia à parte, ficaram bem gostosas, mesmo tendo levado minha mãe à loucura kkk








CLASSIFICAÇÃO:


ÓTIMO!



07/09/2016

# Bienal do Livro de SP # Eu Fui

Oi, seus lindos!

O post de hoje é sobre uma grande conquista: a minha presença na 24ª Bienal do Livro de São Paulo. Siiiim!! Você não leu errado, é isso mesmo! Eu fui!

Então, resolvi contar um pouquinho dessa minha fantástica experiência para vocês: para quem não sabe, moro em uma cidadezinha do interior de Santa Catarina, chamada Rio Negrinho (para vocês terem noção, não tem nem livraria na minha cidade). E é aí que começa a aventura...

A vontade de ir para a Bienal pela primeira vez, existia há muuuuiiiiiito tempo!! Na época de faculdade, minha turma foi, mas eu estava tão falida financeiramente que não pude ir, sendo assim resolvi adiar meu sonho por mais dois anos. A decisão de ir esse ano se deu a partir do momento em que descobri que ela, a diva master, Marian Keyes, estaria presente no primeiro fim de semana do evento, mais precisamente no dia 28/08. Pronto! Pirei o cabeção! Imagina, gente: M-A-R-I-A-N K-E-Y-E-S!!! E para melhorar, esse ano as senhas para autógrafo foram distribuídas pela internet e, eu consegui uma! Só assim para garantir chegar pertinho da Marian. Quem me conhece sabe o quanto eu amo essa autora e, agora que meu sonho inalcançável estava prestes a acontecer, abandonei minha vida em Rio Negrinho: minha mãe, meu namorado e meus cachorros (inclusive uma prova que me garantiria uma vaga como professora do município em minha cidade no ano de 2017), no sábado (27/08), meu namorado me levou até a cidade vizinha e embarquei num ônibus para Curitiba - PR, onde ficaria hospedada na casa da minha amiga de toda a vida (e que também ia para a Bienal). Dormi na casa dela e, às 4h da manhã do dia 28, acordamos e fomos de táxi até o aeroporto. (Quase perdemos o avião, pois o táxi se atrasou, mas enfim, deu tudo certo). Nosso voo saía às 6h. Foi a primeira vez que viajei de avião e eu achei o máximo! Às 7h chegamos no aeroporto de Guarulhos em São Paulo, onde nos encontramos com alguns amigos. Próxima parada: Bienal. Ok, como chegar? Nos perdemos, pegamos um ônibus que não sabíamos direito para onde ia, a sorte foi que um taxista fez uma corrida para nós e não cobrou muito...

Foto oficial, antes de nos perdermos lá dentro haha

A abertura dos portões foi às 10h, e a fila estava enorme! A primeira coisa que eu fiz quando entrei foi procurar onde seria o bate-papo com a Marian Keyes. As pessoas foram todas muito solícitas e consegui achar. Fiquei lá esperando começar e, quando a Marian chegou, junto com a Carina Rissi, sério, pensei que ia infartar. Minhas duas divas, nacional e internacional juntas na arena BNDES, juro que achei que ia morrer! Isso foi melhor do que eu sempre sonhei!

Começou o bate-papo, que foi incrível! A Marian é uma fofa, carismática e atenciosa, como eu sempre imaginei: um amor de pessoa!



Para quem tem interesse, aqui está um trechinho do que ela conversou conosco:



Fofocas e novidades em primeira mão;

# Ela falou sobre o novo livro, que ainda não foi traduzido para o português: Making It Up As I Go Along, no qual ela relata situações que aconteceram com ela (imagino que o livro é incrível!)
# E o mais importante de tudo: A história da família Walsh vai continuar, agora com as filhas das 5 irmãs mais lindas e loucas do mundo! Não, você não leu errado. E a primeira será a Kate, filha da Claire (protagonista de Melancia) e que em Chá de Sumiço já tem 17 anos. Afinal, está mais do que na hora de ela ter sua própria história, não é?

Bem, vamos agora para a sessão de autógrafos. Gente, que coisa mais cansativa! Fiquei 3 horas e meia na fila! Mas valeu muito a pena. Pudemos conversar um pouco (ainda bem que sou professora de inglês kkk), falar sobre a admiração que eu tenho por ela e pelo seu trabalho, abraçar, ganhar autógrafo no Férias! que é meu favorito, além do autógrafo na foto do meu bolo de aniversário (com os livros dela), tirar foto e até selfie! Hahah foi mais que demais! A Marian é, literalmente uma diva, super simples e carinhosa com toda aquela legião de fãs, atendeu a todos com muita paciência e amor. Não é à toa que ela é minha autora favorita né?

My precious


*---*

Encerrada a sessão de autógrafos, fomos almoçar (às 15h30min). Eu estava com as pernas doloridas de ficar tanto tempo em pé, que sentei no chão para almoçar, já que não tinha lugar nas mesas hahah

Saindo da praça de alimentação, eu me deparo com o quê? Uma fila de autógrafos do Ziraldo. As senhas foram distribuídas na hora e eu não podia perder a chance né? Afinal, não é todo dia que você encontra os seus dois autores: da infância e da adolescência juntos. Pois é, encarei mais uma fila de autógrafos, mas sem dúvida valeu muito a pena. O pai do menino maluquinho é um cara muito simpático, atencioso e humilde. E, como não poderia ser diferente, o autógrafo para uma professora maluquinha foi no livro Uma Professora Muito Maluquinha.

Ídolo de infância

Terminada a sessão de autógrafos, fomos passear pelos estandes e tirar muitas fotos:


Disney!



Parceira *-*




Então, gente. A Bienal foi fantástica, porém super cansativa. Não dava conta das minhas pernas mais, de tão cansada. Mas valeu a pena? Com certeza sim! Foi, literalmente uma grande aventura, que jamais esquecerei!

E como não poderia faltar, o saldo da Bienal, com muitos marcadores, claro:



Beijos literários!

07/06/2016

# Dica de Leitura # 49

Título: A mulher que roubou a minha vida
Autora: Marian Keyes
Número de páginas: 476
Ano: 2015
Editora: Bertrand Brasil

Stella Sweeney, mãe e esposa dedicada, vê sua vida virar de pernas para o ar quando contrai uma doença raríssima chamada Síndrome de Guillain-Barré, que acontece quando o próprio sistema imunológico ataca, por engano, uma parte do sistema nervoso, levando à inflamação dos nervos e à fraqueza muscular. A angústia de ser prisioneira de seu próprio corpo quase a leva à loucura. Isso só não acontece graças a Mannix Taylor, o neurologista responsável pelo seu tratamento, que descobre que ela consegue mover as pálpebras e, a partir de então, os dois começam a se comunicar através de piscadas. 

Coincidentemente, essa não é a primeira vez que os destinos de Stella e Mannix se cruzam: há algum tempo atrás eles se envolveram em um acidente de trânsito e aos poucos os dois vão se tornando amigos, cúmplices e confidentes. O problema é que ambos são casados e não se manda no coração...

O casamento com Ryan já vinha enfrentando dificuldades, e não era fácil ser mãe de Betsy e Jeffrey. Desde que Stella ficara doente, a família passou a culpá-la pela desgraça de uma forma egoísta. Mas, apesar de tudo, será que valia a pena arriscar sua família em nome de um romance fadado ao fracasso? Será que o que ela e Mannix sentiam era mesmo amor? 

Mannix se afasta do tratamento de Stella, a fim de resolver sua própria vida, deixando a protagonista com os nervos à flor da pele e desesperada por notícias. Depois de um ano, recém-divorciados, os dois se reencontram e junto com esse reencontro vem uma surpresa tão grande, que Stella jamais imaginara: Mannix se sentiu tão inspirado pelas belas mensagens que ela "piscou" para ele no hospital enquanto lutava pela vida que, resolveu mandar publicar um livro com as frases de auto-ajuda através de uma editora particular.


Esse mesmo livro, que Stella nem sabia que tinha escrito, ou melhor, piscado, acaba caindo nas mãos de um pessoa influente e, da noite para o dia, ela se torna a autora do bestseller Uma piscada de cada vez.

Pouco a pouco a vida de Stella é revelada: como foi sua subida ao sucesso, ganhar dinheiro, sentir-se importante, morar em Nova York e desfrutar da paixão por Mannix, que a essa altura havia sido aceito pelos filhos como seu novo namorado. E também descobrimos como sua vida glamourosa foi se aproximando do caos, quando as coisas não saíram como haviam planejado. A história não é narrada de forma linear e esse artifício aumenta o suspense do desenvolvimento do enredo e instiga o leitor a chegar ao final do livro o mais rápido possível para tentar entender o porquê de, no momento presente, a rotina de Stella ter sofrido uma reviravolta e o porquê de o livro se chamar A mulher que roubou a minha vida. Infelizmente, não posso contar, pois senão vai ser um spoiler gigante! Então, leia e descubra você mesmo!




Eu simplesmente amei o livro da Marian (Claro né? Que dúvida kkk). Apesar de, no início ser um pouco confuso, por alternar entre presente e passado, isso não interfere na leitura. Essa autora é simplesmente a rainha do chick-lit. Seus livros sempre trazem importantes lições sobre a vida e, que o essencial não se resume em ter, mas em ser. Super indico a todos! 

CLASSIFICAÇÃO:



ÓTIMO!




17/09/2015

# Dica de Leitura # 33

Título: Sushi
Autora: Marian Keyes
Número de páginas: 574
Ano: 2009
Editora: Bertrand Brasil

Sushi narra em terceira pessoa as histórias de Ashling, Lisa e Clodagh. As três moram na mesma cidade e estão em busca da felicidade, pois acreditam que há algo errado em suas vidas.

Lisa é a nova redatora chefe da revista Garota que está para ser lançada em Dublin, na Irlanda. Sempre deslumbrante e poderosa, ela é uma workaholic declarada e, em função disso, foi abandonada pelo marido, Oliver. Além disso, Lisa é muito arrogante e venenosa. É do tipo que se mostra auto-suficiente, mas por dentro, sente-se fracassada.

Clodagh é uma mulher rica e cheia de frescuras. Possui um marido incrível, dois filhos lindos, tem tudo o que quer na hora que quer e adivinhe? Sim, ela está infeliz... Só dá valor a tudo o que tem, ou melhor, tinha, depois que perde... Típico de pessoas egoístas, não?

Ashling é minha favorita e o elo dos núcleos no livro. É uma típica irlandesa, cheia de superstições e é o braço direito de Lisa na Garota e melhor amiga de Clodagh, se é que Clodagh pode ser considerada uma amiga... Ainda mais depois do que aconteceu há alguns anos atrás, entre ela e Dylan, na época, namorado de Ashling.

A história é bem confusa no início e possui inúmeros personagens secundários e importantes, entre eles o poderoso e belíssimo Jack Devine, chefe de Lisa e Ashling, que desde o primeiro instante implica com Ashling, porém acabará se surpreendendo com ela. Além disso, tem também o humorista Marcus Valentine, que na minha opinião, é um palhaço, literalmente!

Quanto ao nome do livro, não posso contar porque o nome é Sushi, senão seria spoiler... hehe


O livro é fascinante como tudo o que a Marian escreve! Fiquei curiosa a cada página lida e me senti envolvida do início ao fim, com ódio de alguns como Clodagh e Marcus, aversão à antipatia e prepotência de Lisa, mas amando Ashling e torcendo desesperadamente para que ela tivesse o final que eu esperava... E adivinhem? Lógico, Marian é especialista em fazer os finais que eu desejo! Simplesmente amei e indico!



CLASSIFICAÇÃO:


ÓTIMO!

13/08/2014

# Dica de Leitura # 12

Título: Casório?!
Autora: Marian Keyes
Número de páginas: 644
Ano: 2005
Tradução: Renato Motta
Editora: Bertrand Brasil

Lucy Sullivan vai se casar! Como assim? Ela nem namorado tem...

Pois é, após ser convencida por suas três amigas de trabalho, Megan, Meredia e Hetty, a visitar uma cartomante, Lucy é surpreendida pela previsão de que até o fim do ano irá se casar! Ela, claro, não engoliu essa história... 

Pelo menos não até o momento em que as previsões para suas amigas começam a se realizar, de uma forma distorcida, mas tudo bem e, então começa a acreditar que sim, sua previsão também poderá se realizar... Será? 

Ela mora com duas amigas, Karen e Charlotte. Seu melhor amigo é Daniel, amigo de seu irmão na verdade, mas que acabou se tornando seu amigo também com o passar dos anos. O charmoso e conquistador Daniel! Que faz as amigas de Lucy pirarem sempre que dá o ar de sua graça. Apesar de ela detestar o jeito "gostosão do momento", confia muito nele que sabe tudo de sua vida.

Lucy conhece Gus em uma festa. Ele, lindo e sexy, mas totalmente excêntrico e nada confiável. Ela, com um histórico de gostar de caras deste tipo: andando como um mendigo, sem trabalho fixo e comia às custas dela... Bem, dizem que o amor é cego, né?
                             

Ela permanece a maior parte da narrativa com ele, que entre altos e baixos desenvolvem uma relação bastante conturbada e a dúvida se ele a ama de verdade acaba surgindo, pois é muito misterioso. Além disso, a amizade entre Lucy e Daniel começa a ficar um pouco estranha a partir do momento em que ele se envolve com Karen (o que eu particularmente não gostei, acho ela fútil, mas enfim...). E para piorar, seus pais se separam após muitos anos de casados...

Ela enfrenta muita coisa durante a trama, e o leitor acaba percebendo que conhece muitas Lucys por aí se batendo em busca da felicidade, procurando demais e demorando para perceber que a solução dos problemas podem estar diante de nós...

Nem preciso dizer que amei o final do livro (porque aconteceu o que eu queria hahaha) e porque sou apaixonada pela Marian Keyes, que sempre traz uma leitura gostosa, cômica e ao mesmo tempo reflexiva, além de ser rápida (apesar de seus livros serem muuuiiiito extensos).

Tenho que confessar para vocês que depois de Férias!, o meu favorito é Casório?! Amo demais a narrativa dos dois! Por isso, quem tiver a oportunidade, leia. É incrível!

CLASSIFICAÇÃO:


ÓTIMO!








14/06/2014

# Dica de Leitura # 07

Título: Melancia
Autora: Marian Keyes
Número de páginas: 490
Ano: 2003
Tradução: Sônia Coutinho
Editora: Bertrand Brasil

Claire mora em Londres com o marido, James. Estava esperando um bebê e eles aparentavam ser um família feliz. Aliás, só aparentavam mesmo. 

James se mostra o maior canalha de todos: após dar luz a uma menina, Claire é abandonada pelo marido que confessa, na maior cara de pau, que tem um caso com a vizinha (também casada).

Com a auto-estima lá em baixo, 29 anos, uma filha para criar e gorda como uma melancia (por isso, o nome do livro), ela decide voltar para a casa dos pais em Dublin e "colocar a cabeça no lugar". (O que é meio difícil se tratando da louca família Walsh). E é lá que a maior parte do livro se desenvolve. 

Em meio às lágrimas, lamentações e bebedeira, ela consegue renascer e dar a volta por cima. Conhece Adam, um homem lindo, sensível e muito inteligente. Um homem de verdade. Mas tem um porém: James ressurge das cinzas para atrapalhar o romance dos dois. 

Sabia que fizera a coisa certa. Pelo menos pensava ter feito. Mas acontece que aquilo era a vida real, e nenhuma decisão era inteiramente clara. Não é como virar no lugar certo e conseguir a felicidade para sempre ou virar no lugar errado e sua vida se transformar num desastre. Na vida real, muitas vezes é quase impossível dizer qual a decisão que se deve tomar, porque o que se ganha e o que se perde muitas vezes são equivalentes.



Apesar de muita gente falar mal de Melancia, dizendo que a Claire é uma chata, que só sabe reclamar, blá blá blá. Eu não concordo. Afinal, quem não se sentiria um lixo, sendo trocada por uma mulher que nem ao menos é melhor que você e o homem com quem você resolveu compartilhar sua vida, vai embora sem conhecer a filha??

De uma maneira diferente, Marian retrata uma protagonista moderna e nos ensina que não devemos mudar para agradar aos outros, nem aceitar que brinquem com nossos sentimentos.

Melancia é o primeiro livro da autora e apesar de aparentar ser um livro trágico, eu me diverti horrores e torci fielmente à Claire! 

Eu devorei o livro em pouco tempo e amei o final! (Aliás, Marian Keyes é mestre em fazer os finais que eu quero hahaha)


CLASSIFICAÇÃO:



ÓTIMO!