Título: Anjo Russo
Autora: Zia Stuhaug
Número de páginas: 248
Ano: 2017
Editora: Mais que Palavras
* Exemplar cedido em parceria com a LC - Agência de Comunicação.
Elisa é uma médica brasileira de 29 anos que conheceu o marido Eirik Leiv em uma situação bastante delicada: seu cãozinho Marlon havia sido atropelado e precisou amputar uma das perninhas. Em meio ao tumulto gerado pelo atropelamento, Eirik, que assistia tudo de longe, resolveu ajudar a moça desesperada. Foi assim que os dois acabaram se aproximando, o que mais tarde, resultou em um romance. Eles decidiram morar na Noruega depois de casados, pois além de ser o país de origem de Eirik, era também a sede dos negócios de sua família.
Como o marido viaja na maior parte do tempo em função da empresa de salmão que gerencia, Elisa acaba ficando sozinha, tentando se adaptar aos costumes, às tradições e ao idioma por conta própria. E como se não bastasse todo esse choque cultural, a sogra sempre está no seu pé e acaba tendo mais autonomia na casa do casal que a própria Elisa.
Paralelamente a essa história, conhecemos Mattias Larsen, um professor de Mitologia Nórdica conceituado, mas também um homem frio, calculista e ambicioso. Ele fará de tudo para pôr as mãos em um tesouro há muito tempo escondido, envolvendo-se em crimes e profecias,não medindo esforços para tirar de seu caminho todo e qualquer empecilho, inclusive, Elisa.
O livro é uma verdadeira aula de história e de geografia, apresentando ao leitor uma cultura diferente repleta de enigmas e lendas e uma perfeita descrição da localização de cada ambiente pertencente à narrativa, sempre destacando os biomas, o clima e o tempo, em que tais aspectos foram apresentados com excelência. Além disso, a autora utilizou algumas palavras e expressões de origem nórdica durante a trama, mas sempre havendo uma explicação de seu significado. O antagonista, Mattias, foi muito bem construído, acho que posso considerá-lo um dos melhores (ou seria, um dos piores?) vilões que tive a oportunidade de conhecer. Aquele tipo que você fica com ódio, sabe?
Por outro lado, percebemos uma escrita atenta em demasia a detalhes, ressaltando pontos nem sempre tão essenciais e deixando a desejar em outros momentos mais cruciais, como o clímax, por exemplo, que poderia ter sido melhor explorado.
Narrados em terceira pessoa, os capítulos acabam alternando entre passado e presente e relatos sobre a protagonista e o vilão, o que me deixou de início, um pouco confusa. O primeiro capítulo é o ápice da narrativa, mas os fatos seguintes transcorrerem de maneira monótona e dão um salto para um ou dois anos atrás, o que fez com que leitura "esfriasse" um pouco. Outro detalhe que me incomodou um pouquinho foi o fato da fase de adaptação de Elisa estar em foco por muito tempo, tanto é que me envolvi, de fato, com o livro da metade em diante, quando houve a repetição do primeiro capítulo e aí a trama se desenvolveu muito bem, oferecendo ao leitor um desfecho inesperado.
Anjo Russo é uma obra repleta de conhecimento, curiosidade, mistério e suspense. Não tire conclusões precipitadas, você pode se surpreender.
*** Este livro foi o escolhido do mês de fevereiro para cumprir o Desafio 12 Meses Literários 2018, cujo tema era um autor aniversariante do mês (Zia Stuhaug comemora idade nova no dia 23 de fevereiro).
CLASSIFICAÇÃO:
Como o marido viaja na maior parte do tempo em função da empresa de salmão que gerencia, Elisa acaba ficando sozinha, tentando se adaptar aos costumes, às tradições e ao idioma por conta própria. E como se não bastasse todo esse choque cultural, a sogra sempre está no seu pé e acaba tendo mais autonomia na casa do casal que a própria Elisa.
Paralelamente a essa história, conhecemos Mattias Larsen, um professor de Mitologia Nórdica conceituado, mas também um homem frio, calculista e ambicioso. Ele fará de tudo para pôr as mãos em um tesouro há muito tempo escondido, envolvendo-se em crimes e profecias,não medindo esforços para tirar de seu caminho todo e qualquer empecilho, inclusive, Elisa.
O livro é uma verdadeira aula de história e de geografia, apresentando ao leitor uma cultura diferente repleta de enigmas e lendas e uma perfeita descrição da localização de cada ambiente pertencente à narrativa, sempre destacando os biomas, o clima e o tempo, em que tais aspectos foram apresentados com excelência. Além disso, a autora utilizou algumas palavras e expressões de origem nórdica durante a trama, mas sempre havendo uma explicação de seu significado. O antagonista, Mattias, foi muito bem construído, acho que posso considerá-lo um dos melhores (ou seria, um dos piores?) vilões que tive a oportunidade de conhecer. Aquele tipo que você fica com ódio, sabe?
Por outro lado, percebemos uma escrita atenta em demasia a detalhes, ressaltando pontos nem sempre tão essenciais e deixando a desejar em outros momentos mais cruciais, como o clímax, por exemplo, que poderia ter sido melhor explorado.
Narrados em terceira pessoa, os capítulos acabam alternando entre passado e presente e relatos sobre a protagonista e o vilão, o que me deixou de início, um pouco confusa. O primeiro capítulo é o ápice da narrativa, mas os fatos seguintes transcorrerem de maneira monótona e dão um salto para um ou dois anos atrás, o que fez com que leitura "esfriasse" um pouco. Outro detalhe que me incomodou um pouquinho foi o fato da fase de adaptação de Elisa estar em foco por muito tempo, tanto é que me envolvi, de fato, com o livro da metade em diante, quando houve a repetição do primeiro capítulo e aí a trama se desenvolveu muito bem, oferecendo ao leitor um desfecho inesperado.
Anjo Russo é uma obra repleta de conhecimento, curiosidade, mistério e suspense. Não tire conclusões precipitadas, você pode se surpreender.
"Quem supervaloriza o mal o transforma num gigante".
"A morte resolveria tudo, o sono, quem sabe. Afinal, dormir é morrer por algum tempo, com direito a retornar."
*** Este livro foi o escolhido do mês de fevereiro para cumprir o Desafio 12 Meses Literários 2018, cujo tema era um autor aniversariante do mês (Zia Stuhaug comemora idade nova no dia 23 de fevereiro).
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