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08/11/2021

# Dica de Leitura # 273

Título: Animatrópole
Autora: Liu Oubiña
Número de páginas: 32
Ano: 2021
Editora: Pé de Pitanga

* Exemplar cedido em parceria com a LC - Agência de Comunicação.

Inspirada no clássico "A Revolução dos Bichos", de George Orwell, Liu Oubiña estimula o senso crítico e o respeito às individualidades desde à infância ao dar vida à "Animatrópole", um pedacinho de terra muito distante, formado apenas por animais, onde tudo ia muito bem até um grande desastre atingir o prefeito e espalhar o pânico entre a bicharada.

Na tentativa de solucionar o inesperado, todos têm direito à voz, mas para criar um estratégia eficaz e boa para todos, os animalandeses precisarão superar a ambição pelo poder e esquecer as diferenças. Será que eles vão conseguir?

Com uma escrita singela, porém suntuosa em seus significados, a autora fala aos pequenos leitores sobre democracia e alteridade, temas que, apesar de complexos, são abordados na trama de forma lúdica, com o intuito de formar cidadãos que pensem e ajam pelo bem comum, se respeitem e compreendam o impacto de suas escolhas e ações individuais no mundo.

Partindo do pressuposto que a educação é um ato político que precisa unir a teoria à práxis, Liu insere o leitor no contexto e o convida a analisar e opinar sobre os fatos, despertando de forma extremamente natural seu senso crítico ao apresentar uma das narrativas infantis mais construtivas e comprometidas com o coletivo que já li! 

CLASSIFICAÇÃO: 

ÓTIMO!



14/07/2020

# Dica de Leitura # 232

Título: Os olhos da escuridão
Autor: Dean Koontz
Número de páginas: 272
Ano: 2020
Editora: Citadel

* Exemplar cedido em parceria com a editora e com a LC - Agência de Comunicação, mediante participação na leitura coletiva.

Tina Evans é coprodutora de um dos espetáculos mais extravagantes de Las Vegas e há um ano tenta, desesperadamente, superar a morte prematura do filho, Danny, de 12 anos. O ônibus que levava o grupo de escoteiros para o acampamento ficou em pedaços e ninguém sobreviveu após o acidente. Tanto é que, como todas as vítimas foram mutiladas, o funeral foi feito com caixão fechado e ela nem ao menos pôde se despedir direito do filho.

Quando acreditava ter iniciado o processo de aceitação, coisas estranhas começam a acontecer: pesadelos aterrorizantes assombram suas noites e mensagens misteriosas surgem no quarto do menino, dando a entender que ele ainda esteja vivo e precisando de ajuda.

Mas quem poderia estar fazendo essa brincadeira de mau gosto? Ou será que era sua própria mente lhe pregando alguma peça?

Com a ajuda do renomado advogado Elliot Stryker, ela decide pedir a exumação do corpo de Danny. Mas mal sabem eles o grande risco que correm caso insistam em desvendar esse mistério...

Com uma pegada sobrenatural e um desenrolar sombrio, “Os olhos da escuridão” conseguiu me tirar da zona de conforto e marcar ponto positivo para um gênero que vem me conquistando a cada dia: suspense/thriller.

Apesar de a introdução ter iniciado em um ritmo mais lento e eu ter tido dificuldade de me conectar com a história no começo, o autor soube articular com maestria todo o desenvolvimento do enredo, tornando-o tão intenso, eletrizante e perturbador, que quando dei por mim já tinha devorado todas as páginas!

Mesmo a história se passando em um curto espaço de tempo, consegue esbanjar intensidade e, à medida que vamos descobrindo cada peça desse quebra-cabeça, nos vemos tão tensos e envolvidos que largar o livro se torna impossível!

Essa obra ganhou hype por supostamente prever o COVID-19, mas se vocês forem ler com esse propósito, é possível que se decepcionem, pois o tal vírus não é o foco da narrativa. Garanto, porém, que há acontecimentos científicos e paranormais de tirar o fôlego e que vão deixá-los abismados! Vale muito a pena conhecer!

CLASSIFICAÇÃO: 

ÓTIMO!

21/02/2020

# Dica de Leitura # 214

Título: O silêncio dos livros
Autor: Fausto Luciano Panicacci
Número de páginas: 256
Ano: 2019
Editora: Pandorga

* Exemplar cedido pelo autor, mediante a Leitura Coletiva organizada pela LC - Agência de Comunicação.

"Era um daqueles períodos da História tão tragicamente adultos que o absurdo só se faz visível aos olhos da infância."

Em uma era distópica em que os livros são proibidos e a tecnologia rege e condiciona as atitudes humanas, conhecemos Alice, uma garotinha curiosa e apaixonada por histórias, mas que após a morte da avó e a prisão do tio se vê diante de uma solidão acompanhada; negligenciada pelos pais e odiada pela irmã mais velha, a menininha é apenas um estorvo na família Crástino. O destino, contudo, se encarrega de trazer para perto dela o misterioso estrangeiro e recém-chegado a Portugal, Santiago Pena. Como forma de dar boas-vindas ao mais novo vizinho, a família de Alice oferece-lhe um jantar. E é a partir de então que a menina descobrirá que aquele homem é um exímio contador de histórias e, juntos, construirão uma belíssima amizade. Acreditando finalmente ter encontrado seu porto-seguro, a pequena sequer imaginava que seu "avô de letrinhas" poderia despertar perigosos anseios em toda a sua família que mudariam sua vida para sempre.

Paralelamente, retrocedemos alguns anos e conhecemos Hilário Pena, um brasileiro condenado por homicídio, tentando provar a todo custo a sua inocência. O jovem é submetido a uma série de exames e apesar de todos negarem a presença do gene C (o gene da criminalidade), ele é mantido preso em isolamento, pois é considerado um grande perigo para a sociedade. Aos poucos Hilário vê sua juventude se esvair, bem como a sua sanidade. Mas a chegada de António, um senhor acusado de traficar livros, retira Hilário de sua reclusão solitária e, dia após dia, vai incutindo naquele homem desolado o amor pela literatura. É a partir de então que vivenciamos o amadurecimento do personagem e, consequentemente, a desconstrução de antigos conceitos nele impregnados.

"A Literatura fornece-nos muitas chaves para compreensão da vida; basta apanhá-las e abrir as portas."

Unindo as duas tramas de forma inusitada e inteligente, Fausto cria um enredo repleto de metáforas, dialogando com os grandes clássicos da Literatura universal e trazendo à tona inenarráveis reflexões, tamanha a maestria de sua narrativa de linguagem poética, rica em detalhes e com críticas consistentes à sociedade e à nossa própria humanidade.

"Devemos resistir a tudo que nos desumaniza."

Gostaria de deixar aqui o meu agradecimento ao autor e a LC - Agência de Comunicação por me proporcionar momentos tão inquietantes ao lado desses personagens tão complexos que me fizeram pensar em tanta coisa ao mesmo tempo, que estou meio abobalhada até agora! Fazia tempo que eu não lia um livro que me causava um misto tão grande de sentimentos e sem dúvidas já é um dos meus favoritos da vida. E como diria António: "Os livros escolhem-nos" e eu tenho certeza que "O silêncio dos livros" me escolheu.

CLASSIFICAÇÃO: 

ÓTIMO!



19/06/2019

# Lançamento: Visitando sonhos

Oi, gente!

Hoje recebi um lançamento por e-mail que me deixou extremamente apaixonada. Quem me conhece sabe o quanto eu sou apaixonada por literatura infanto-juvenil e Visitando Sonhos, de Heloisa Prieto, já conquistou meu coração logo de cara!

Dá só uma olhada na sinopse dessa história tão bacana:

O que um mentalista tão famoso como Matias de Avicena deseja descobrir? Qual o grande segredo que ele tanto almeja desvendar? Para alcançar um misterioso poder, ele está hipnotizando pessoas! Dormindo ou acordado, o hipnotizador pode ser um terrível pesadelo. Agora, só um garoto pode ajudá-lo nessa missão.
Na obra de suspense e ficção fantástica Visitando Sonhos, escrita pela autora Heloisa Prieto e publicada pelaEditora Estrela Cultural, o leitor é apresentado, de forma lúdica e divertida, a história de Eduardo Nogueira – também conhecido como Deco. O menino herdou as grandes habilidades de seu avô: o dom do “Sonho Visitante”. Ou seja, onde quer que esteja, basta fechar os olhos para começar a sonhar. Mas, ele precisa ter muito cuidado, pois o hipnotizador Matias está a procura dessa aptidão e para obtê-la ele fará de tudo, inclusive grandes loucuras.
Visitando sonhos é uma espécie de jogo com o leitor, repleta de reviravoltas e surpresas, a narrativa apresenta personagens enigmáticos e complexos. Difícil não se deixar "hipnotizar" pela fala de um vilão como Mathias Alvicena, capaz de encantar leitores desavisados. Fascinante e polêmico, o hipnotizador, sempre dominado pelo desejo de controlar mentes alheias, invadirá a vida de Deco e seus amigos, colegas de escola e até mesmo professores.
“[...] – Não entendi. Que poderes são esses?
– O de imaginar. Tudo o que está em cima é igual ao que está embaixo. Quer dizer, primeiro as coisas têm que ser imaginadas, depois elas passam a existir. Mas, com a rotina rápida de hoje, a capacidade de alargar os horizontes mentais está encolhendo e, se continuar assim, vai desaparecer. Ninguém mais vai ter imaginação. Será preciso pôr o cérebro na tomada... " (P. 41)
Com um toque de humor, realismo e uma boa dose de maluquice, a autora estimula o debate sobre o uso dos aparelhos eletrônicos pelos jovens, mas reforça que o ideal seria encontrar um equilíbrio somando as duas realidades: a onírica e a virtual, assim crianças e adolescentes desenvolverão ainda mais sua criatividade.
Com uma escrita cativante e sutil, Heloísa convida o jovem leitor a refletir sobre a questão, enquanto se aventura e interage com a narrativa. Dinâmico e delicado, o livro é ilustrado pelo austríaco Jan Limpens. Além de enriquecer as páginas, as ilustrações levam os pequenos a exercitarem a imaginação e mergulharem profundamente nessa história, transformando a leitura em um verdadeiro sonho.
Sobre a autora: Heloisa Prieto passou grande parte da infância em fazendas, ouvindo lendas e cantigas tradicionais. A escritora pesquisa e traduz literatura fantástica de suspense, lendas urbanas e literatura encantada do período medieval ao longo dos anos. A atratividade do extraordinário e a maneira como a arte do sonho permeia a vida das pessoas tem sido fonte de inspiração para várias de suas obras. Autora de 75 livros de ficção e fantasia, ganhou vários prêmios, como Melhor Livro de Folclore, Melhor Livro Infantojuvenil (ube) e Melhor Projeto Editorial (Prêmio Jabuti – cbl). Atualmente dedica-se ao estudo de obras de fantasia relacionadas à mitologia celta.
Sobre o ilustradorJan Limpens nasceu na Áustria, em 1970, e é desenhista de quadrinhos e ilustrador de livros, revistas e outras publicações. Radicado no Brasil há 20 anos, colaborou para a Folhateen (Jornal Folha de S.Paulo) e seus trabalhos receberam prêmios nacionais, indicações de instituições como a FNLIJ e participaram da Feira de Bolonha. Entre as muitas obras que Jan ilustrou, destacam-se: A montanha russa, A turma do infinito, Andarilhas e O livro imperdível de um cavaleiro doido.
Veja o booktrailer da obra: Visitando sonhos
Beijos literários!


20/01/2019

# Dica de Leitura # 201

Título: Procura-se
Subtítulo: Um coração / Um amor
Autora: Giovanna Vaccaro
Número de páginas: 444
Ano: 2017
Editora: Coerência

* Exemplar cedido em parceria com a LC - Agência de Comunicação.

Ariane Sparks apenas queria ser uma garota "normal" de 17 anos, assim como as garotas de sua escola e as protagonistas de seus livros e séries favoritas. Porém, sua realidade é completamente diferente: desde os seis anos ela sofre de uma doença arterial coronariana genética: uma deficiência cardíaca rara em jovens de sua idade, porém fatal.

Por conta de seu estado de saúde, alguns cuidados são imprescindíveis, tais como: doses diárias de remédios, visitas constantes ao cardiologista e um remédio de emergência (o Salvador) para os momentos de crise. Poucas pessoas sabem de sua condição, entre elas: o pai superprotetor, Josh, a irmã mais nova, Becky e a melhor amiga, Callie.

O que nenhum deles sabe é que a doença, até então controlada, acabou avançando gradativamente e, como consequência, o coração de Ariane está a cada dia mais fraco e tende a parar de bater caso ela não consiga um transplante a tempo.


"Queria viver uma vida inesperada, fazer coisas inusitadas e diferentes, não reviver as mesmas coisas de sempre."

No entanto, Ariane sequer poderia imaginar que a volta de Miles Bennet, o garoto super tímido e antissocial da quinta série, faria com que sua vida mudasse radicalmente e ela deixasse de esperar pelo seu inevitável fim. Ao ajudá-la durante uma crise e depois de eles se aproximarem em função de um trabalho de história e de estudos aleatórios de francês, Miles vai trazer um novo motivo para Ariane continuar lutando por sua vida: o amor.


" - Não seria capaz de te ver indo embora, Ariane - cedeu, perdendo o brilho no olhar. - Eu preciso que você pare de agir como se nada estivesse acontecendo e comece a lutar por você mesma. Porque, se apenas eu fizer isso, você não irá perceber."
 " - Confie em mim quando eu digo que me importo, Ariane, e se dê uma chance."
"Ele simplesmente conturbou tudo o que eu achei que seria tranquilo, mas, ainda assim, eu sabia que era por ele que eu estava sorrindo." 

Inesperado, arrebatador, apaixonante, sensível e forte. Esses cinco adjetivos conseguem definir com maestria as sensações advindas da finalização desta leitura. Mais uma vez, Giovanna Vaccaro conseguiu me envolver de uma maneira ímpar com sua obra. Em vários momentos me peguei com lágrimas nos olhos, mas também com sorrisos espontâneos. Que história mais linda! Uma verdadeira lição de amor, amizade e superação!

Inspirador do início ao fim, Procura-se vai fazer o seu coração querer sair pela boca e errar uma ou outra batida no seu peito. Garanto que se esse livro não roubar o seu coração, então mais nada nesse mundo vai.

" - Você me fez ver vida onde eu achei que jamais poderia existir. Deu-me uma infinidade onde eu só conseguia ver dias contados."
"Eu era sua única escolha e ela era tudo o que eu queria."
" - Não é estranho como as coisas acontecem? - questionei retoricamente. - Procurei por um coração, mas encontrei você." 
"Já era amor antes de ser." 


Esta edição, lançada pela Editora Coerência, foi reelaborada pela autora, que acabou dando um destaque ainda maior a Miles, garantindo-lhe nesta versão vira-vira o seu ponto de vista sobre os fatos, o que me fez ficar ainda mais apaixonada por ele. Tanto na narrativa de Ariane (Procura-se um coração) quanto na de Miles (Procura-se um amor), somos embalados por uma trilha sonora apaixonante e trechos significativos de séries (que têm tudo a ver com o tema abordado) no início de cada capítulo.

Além de nos trazer importantes lições e reflexões sobre a efemeridade da vida e a importância de viver cada momento intensamente, a autora consegue fazer um alerta extremamente válido em relação à doação de órgãos e o quanto esta simples atitude pode mudar muitas vidas.

Não tem como não recomendar esse livro. Por isso, abra seu coração e se apaixone por esta belíssima história ao lado de Miles e Ariane.

"A vida prega muitas peças, porém, certas pessoas têm o poder de driblá-las." 
 "A vida pode nos derrubar, mas somos nós quem escolhemos se devemos seguir em frente ou não."

CLASSIFICAÇÃO: 

ÓTIMO!

10/01/2019

# Dica de Leitura # 200

Título: E se...
Autora: Giovanna Vaccaro
Número de páginas: 320
Ano: 2015
Editora: Coerência

* Exemplar cedido em parceria com a LC - Agência de Comunicação.

"Dizem que se você chora por ter perdido o sol, nunca verá as estrelas."

E se cada momento de sua vida viesse com uma segunda chance?

O que aparentemente parece impossível, está prestes a se tornar realidade na vida de Logan Moore, um jovem de 17 anos mandado para um reformatório injustamente após ser baleado em um beco escuro enquanto voltava do show de uma de suas bandas favoritas.

Sentindo muita falta de sua casa, dos pais e do melhor amigo, Ian, L conta os dias para que sua pena seja cumprida naquela mini prisão e possa voltar o quanto antes para sua vida normal. Porém, a chegada de uma jovem da mesma idade que ele, chamada Olivia, vai fazer com que sua vida nunca mais seja a mesma.


"Eu nunca tinha conhecido uma pessoa que mudava de humor tão rápido, uma pessoa que fosse tão dramática e extrovertida ao mesmo tempo."
"Fiquei a noite inteira pensando em Olivia, não sei bem o porquê, mas pensar nela me acalmava. Seu jeito, sua risada, seu rosto, suas roupas, aquela tatuagem delicada em seu pulso, o jeito como ela me olhava e sorria... Ela me transmitia paz."


Após um trágico acidente que tirou a vida de sua mãe, Logan acaba voltando para casa e descobre que seu pai, um cientista renomado e professor das principais universidades locais, acabara de desenvolver uma pílula que possibilita viajar no tempo. 

"Estas pílulas podem te levar a qualquer data em que você já esteve ou ainda estará."

A fim de salvar a vida da mãe e consertar os erros do passado, apesar de desacreditado em um primeiro momento, Logan acaba embarcando nesta grande aventura e descobre que esta talvez tenha sido a melhor (ou pior) escolha que já fizera em toda a sua vida.

"O passado e o futuro são certos demais. Mas há coisas que fizemos no passado, coisas tristes e erradas, que compõem o futuro. E se quisermos mudar o futuro, temos que começar com o passado." 
"Tudo parece fácil quando se tem pílulas que são capazes de fazer com que você possa mudar seu destino. Quando algo de ruim acontece... Ei, não se preocupe, coloque uma dessas pílulas na boca e pense em coisas boas. Pronto, tudo parece funcionar. Mas não é assim. A cada ato que consigo consertar, consigo estragar dois outros."


" - Tudo na vida é temporário, Logan. Então se as coisas estiverem bem, aproveite porque elas não vão durar para sempre, e se as coisas estiverem ruins, não se desespere. Uma hora tudo vai voltar ao normal."

Com uma pegada ao estilo de Efeito Borboleta, E se... é uma mistura surpreendente de romance e ficção científica que foi capaz de superar todas as minhas expectativas e me deixar de queixo caído em relação ao estilo de escrita da autora. Giovanna escreveu esse livro quando tinha apenas 15 anos (pasmem!), no entanto, sua obra nada tem de inconsistente, muito pelo contrário: a linguagem é bem trabalhada e extremamente inteligente e o enredo é incrivelmente envolvente, fazendo o leitor ficar ávido pelo desfecho e não desgrudar do livro enquanto não ler a última página!

Regado com muita emoção e inúmeras viagens entre presente, passado e futuro, E se... nos faz questionar sobre as incertezas da vida, as ciladas do destino e o quanto uma decisão pode mudar radicalmente nosso futuro. Apesar de nós não termos cápsulas que nos permitam viajar no espaço-tempo, assim como Logan, com certeza esse livro vai, de alguma forma, mudar o jeito com que encaramos os fatos e os inúmeros "e se's" que surgem ao longo de nossa jornada.

Os personagens são apaixonantes e bem trabalhados (principalmente o protagonista, que é capaz de tudo por amor - no sentido mais amplo da palavra), a diagramação é belíssima e bem fofinha e, para completar, ainda tem uma playlist marcante que embala vários momentos da narrativa.

CLASSIFICAÇÃO: 


ÓTIMO!


14/06/2018

# Dica de Leitura # 156

Título: Meu doce azar
Autora: Beatriz Cortes
Número de páginas: 384
Ano: 2018
Editora: Novo Século

* Exemplar cedido em parceria com a LC - Agência de Comunicação.

Alice é uma engenheira bem-sucedida de 25 anos que, recém-formada, teve a oportunidade de conseguir o emprego dos sonhos, o que fez com que ela optasse em sair de Copacabana, no Rio de Janeiro, para morar em São Paulo. Porém, o sucesso da vida profissional não reflete na vida pessoal, e a bela jovem carrega a dor de um coração partido, após o término conturbado do namoro com Bernardo. Os dois se conheceram em um curso de extensão na PUC de São Paulo e, apesar de terem a mesma profissão, eram totalmente diferentes. Enquanto ela era calmaria, ele era erupção. Dizem que os opostos se atraem, mas não há amor que resista depois que a confiança é perdida.

Vivendo há quase dois anos em um relacionamento abusivo, Alice descobre que foi traída. Inconformada com a situação, descrente do amor, e se achando a pessoa mais azarada do mundo, ela vai passar um tempo ao lado dos seus pais, no Rio, e de seu irmão gêmeo, Henri. Juntos, eles vão tentar mostrar a ela que seguir em frente é preciso e que encontrar um novo amor não é tão impossível como parece. Recarregada com novas energias e boas vibrações, ela decide mudar o foco de sua vida e reforçar para si mesma que a decisão do término nada mais é que uma atitude de respeito e amor próprio.

De volta ao trabalho em São Paulo, Alice é apresentada ao filho do chefe, o "advogato" Rafael, um ruivo de tirar o fôlego e que desperta sensações desconhecidas até então para a jovem engenheira. Para conseguir chamar a atenção do "Ed Sheeran brasileiro", ela vai contar com a ajuda do irmão e da melhor amiga, Laura. E é em uma viagem a trabalho para Campinas, a fim de resolver um problema em uma das obras da empresa, que ela vê a oportunidade de reinventar sua sorte. Só não esperava que Rafael lhe fizesse uma proposta tentadora e, ao mesmo tempo, assustadora.

Colocada à prova do seu doce azar, será que desta vez ela vai contar com um empurrãozinho da sorte?

"A surpresa é sempre a melhor das esperanças."

Beatriz Cortes, mais uma vez, conseguiu aquecer meu coração com esse romance azarento, fofo e divertidíssimo! Abordando temáticas importantes, como o relacionamento abusivo, o preconceito, o machismo, mas, acima de tudo o amor, a união, a apreciação às diferenças, o respeito e a superação, conhecemos uma protagonista que corre atrás dos seus sonhos, é independente e não se deixa abalar pelas constantes marés de azar que atingem sua vida. Já Rafael, é o que mais se aproxima de um príncipe de conto de fadas moderno. Sem dúvida, um dos personagens masculinos mais apaixonantes que já conheci.


Com personagens bem construídos e a trilha sonora apaixonante de Ed Sheeran, a história nos leva à reflexão sobre os conceitos de sorte ou azar. E junto com Alice, vamos descobrir que cada escolha terá sua consequência e, que muitas crenças podem ser mera superstição diante dos caminhos que seguimos e das atitudes que tomamos, afinal, a vida pode nos surpreender ao mostrar que tanto a sorte quanto o azar podem ter sentidos invertidos, se interpretados de maneiras diferentes.

"Quem precisa de sorte quando se descobre que é possível reinventá-la?"

A capa e a diagramação estão perfeitas! Ao final do livro encontramos o prólogo do segundo volume, Minha amarga sorte, (siiim, vai ter continuação e eu não vejo a hora de ler!), além de uma playlist na qual a autora se inspirou para escrever a história de Alice e Rafael.

Embarque nessa comédia romântica, apaixone-se e desafie a sua sorte!

CLASSIFICAÇÃO: 

ÓTIMO!

28/04/2018

# Dica de Leitura # 146

Título: Por uma questão de amor
Subtítulo: Até onde você iria por amor?
Autora: Beatriz Cortes
Número de páginas: 272
Ano: 2014
Editora: Novo Século

* Exemplar cedido em parceria com a LC - Agência de Comunicação.

Lorena vive um luto que parece não ter fim, após a morte trágica de seu irmão mais velho, Matteus, e mesmo tendo se passado três anos, ela não consegue superar essa dor. 

Quando passa no vestibular para o curso de Medicina na UFRJ, ela vê a possibilidade de deixar esse passado para trás e espera poder recomeçar sua vida em outra cidade, longe de todas as lembranças que a atormentam. Com o apoio fundamental de Daniel, o melhor amigo de infância dela e do irmão, ela embarca em uma aventura rumo ao desconhecido e à superação.

O que Lorena não esperava era que na capital ela se apaixonaria perdidamente por Nicholas. Mas será que o passado entrelaçado entre as famílias dos dois jovens pode mudar o futuro dessa história de amor?

"Sabia o quanto nosso amor era proibido. O passado nos havia pregado uma peça e tanto. Fomos destinados a sofrer por este amor. Um sofrimento, que na verdade, nem era nosso."

"A vida pode nos pregar grandes peças, mas quem escolhe o que fazer com elas somos nós. Ou nos acomodamos com o que nos parece tranquilo, ou enfiamos a cara no desconhecido e lutamos por nossa felicidade."


Por uma questão de amor é um livro envolvente, emocionante e repleto de escolhas decisivas. Através de uma narrativa sutil e surpreendente, a autora apresenta ao leitor as consequências dos atos dos personagens, expressa os sentimentos humanos em sua magnitude e explora a importância do recomeço, da superação, dos laços de amizade, da fé e, principalmente, do amor.

"Não existe nada melhor que o tempo que você passa com as pessoas que gosta, as pessoas que te fazem bem. O amor que emana das palavras amigas e sinceras nos torna pessoas melhores. Os poucos amigos de verdade que encontramos deveriam ser eternos. Algumas vezes, não precisamos de nada além de um abraço apertado ou de um sorriso de incentivo. A convivência pode ajudar a te reerguer quando a dor de uma perda é irreparável."

"O amor nos torna pessoas melhores, faz-nos enxergar que para tudo existe um lado bom, que por mais que a vida nos faça passar por momentos que nunca sonhamos viver, ele pode nos ajudar a ficar de pé, a ficarmos firmes. O prazer que o amanhã pode nos proporcionar é o motivo necessário para perseverarmos. Tudo que precisamos é acreditar. E seguir em frente sem medo do que pode acontecer." 

Através dos detalhes e da maneira como o enredo é desenvolvido, nutri muita expectativa pelo desfecho, que foi simplesmente maravilhoso. O livro tinha tudo para ser apenas um romance clichê, mas conseguiu ser totalmente diferente, intenso e arrebatador.

Beatriz conseguiu, mais uma vez, me emocionar profundamente com a história de Lorena e Nicholas e me fez tirar importantes lições que, sem dúvida, levarei para sempre comigo. Gosto de livros que têm algo a me agregar e me fazer uma pessoa melhor e, a autora sempre consegue mexer com os meus sentimentos mais íntimos. Por isso, recomendo o livro para todos! Garanto que você também tem muito o que aprender com essa história de amor.

"Foi por uma questão de amor que segui em frente, e foi por ele que encontrei a verdadeira felicidade. Não quero pensar em quantas coisas podem dar errado, em quantas coisas podem me ferir. Tudo o que quero e que preciso é do agora. Dar os passos certos hoje nos faz chegar a bons lugares amanhã."

CLASSIFICAÇÃO: 

ÓTIMO!


06/04/2018

# 200 anos de Frankenstein: conheça 10 curiosidades sobre o clássico

Em 2018, a clássica obra de Mary Shelley, Frankenstein, completa 200 anos. Publicada originalmente em 1818, quando a autora tinha apenas 20 anos, revolucionou o gênero literário dos contos de terror. A obra mistura elementos de terror e ficção cientifica e rapidamente tornou-se um grande clássico da literatura gótica.
Para comemorar os 200 anos do monstrinho, o selo Via Leitura, da Edipro, traz uma nova edição da obra, que é considerada uma das maiores e mais fascinantes histórias de horror de todos os tempos.
Confira 10 curiosidades que poucas pessoas conhecem sobre o conto:
1. Frankenstein surgiu de uma aposta?
Em 1816, Mary Shelley, John Polidori, Percy Shelley e Lord Biron (os dois últimos considerados uns dos maiores poetas da língua inglesa), fizeram uma aposta entre amigos de quem conseguiria escrever a melhor história de horror de todos os tempos. Nesta ocasião, Mary escreveu o clássico Frankenstein, o que a tornaria “a mãe da ficção cientifica”.
2. Quem escreveu Frankenstein mesmo?
Apesar de hoje em dia todos conhecerem Mary Shelley como a criadora do famoso monstrinho, nem sempre foi assim. Isso porque a primeira publicação da obra foi lançada de forma anônima. Os motivos para Mary ter feito isso ainda são discutidos. Alguns defendem que a autora preferiu o anonimato por temer críticas enviesadas por ser uma jovem mulher. Outros acreditam que foi devido a fama de seus pais. Mary é filha do filósofo William Godwin e da feminista Mary Wollstonecraft.
3. O monstro não chama Frankenstein? Como assim?
Frankenstein na realidade é o nome do cientista que criou o monstro, o Dr. Victor Frankenstein. Na história original o monstro não tem nome, sendo chamado de “O monstro”, “A criatura”, ou “Aquilo”.
4. Frankenstein e a bioética.
Na história, o monstro é concebido de forma desumana, movido unicamente pela ambição do cientista. A criatura não recebe sequer um nome e é altamente desprezada pela sociedade. Inclusive, esse é um dos temas no qual Frankenstein é debatido até hoje: o da bioética. Esse ano, o The Royal Institution (fundado em Londres em 1799) irá organizar um congresso devido os 200 anos de Frankenstein, para discutir, entre outros temas, a bioética e a biotecnologia.
5. A obra de Marry Shelley e a transfusão de sangue.
No ano de 1818, foi realizada a primeira transfusão de sangue com sucesso. Mesmo assim o processo, por décadas, foi considerado como um procedimento bastante arriscado. O desenvolvimento de novas técnicas e descobertas cientificas da medicina sempre geraram muitos debates. E na obra, Mary traz ao público algumas dessas discussões que estavam surgindo na época.
6. Frankenfoods?
A obra de Mary Shelley inspirou não somente grandes nomes da cultura, mas também ultrapassou barreiras e chegou ao ramo alimentício. Frankenfood, ou comida Frankenstein, é o termo derivado em inglês para alimentos geneticamente modificados, que são mais conhecidos como transgênicos. O nome Frankenfood é usado normalmente por críticos dessa descoberta,  como Paul MacCartney em sua campanha “Say no to GMO” (diga não para o Organismo Geneticamente Modificado).
7. O Frankenstein não é verde.
Na obra original de Mary Shelley, o monstro não é da cor verde, como estamos habituados a ver nas inúmeras adaptações cinematográficas do livro, mas sim a criatura é descrita com um tom de pele “amarelo pálido”, uma cor cadavéria. Assim como é visto na versão interpretado por David Prowse, de 1970, e Penny Dreadful, exibida no Brasil pela HBO e tem a versão também disponível no Netflix.
8. Frankenstein realmente existe?
Sim, Frankenstein realmente existe, e não, não é da maneira que as pessoas pensam. Na verdade, Frankenstein é o nome de um castelo que fica localizado na região de Darmstand, na Alemanha. Inclusive, o local foi visitado por Mary Shelly na época, e o nome foi usado de inspiração para sua obra.
A melhor parte disso é que o castelo ainda existe, bom pelo menos em parte. A edificação hoje encontra-se em ruínas, porém ainda existem algumas torres de pé e partes do castelo ainda podem ser visitadas.  O local possui um pátio enorme, uma pequena lanchonete e uma área para piquenique com mesinhas.
9. Assistente Igor
O assistente Igor, que nas adaptações cinematográficas é criado para dialogar com o Dr. Victor, e também serve, em alguns momentos, como alívio cômico na história, de nada tem a ver com o personagem da literatura. Na obra, o assistente é descrito como recluso e que cada vez mais passa a se distanciar da sociedade.
10. O que a aposta rendeu no final?
Já citamos que a motivação para Mary Shelley começar a produzir esta obra de terror foi uma aposta feita entre amigos. Porém, alguns fatos interessantes podem ser contextualizados.  Na aposta, além de Mary, também participa o escritor Percy Shelley. O sobrenome do autor não é mera semelhança, pois Mary e ele se casaram alguns anos depois.
Além do Frankenstein, a aposta também rendeu o início de outro gênero de terror literário que é aclamado até hoje, o dos vampiros. Já que John Polidor escreveu The Vampyre, que seria a primeira obra literária sobre o tema.
* Todas as informações contidas neste post foram fornecidas pela parceira LC - Agência de Comunicação.
Ficha técnica:
Editora:
 Via Leitura
Gênero: Literatura
PreçoR$ 35,00
ISBN:
 9788567097466
Edição: 1ª edição, 2017
Tamanho: 14x21
Número de páginas: 224
Espero que tenham gostado!
Beijos e até a próxima!