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19/11/2018

# Entrevista com a autora Malu Simões

Oi, gente!

No post de hoje trago uma entrevista exclusiva com a Malu Simões, autora do livro Depois do primeiro olhar lançado pela editora The Books e resenhado este mês aqui no blog (confira a resenha).


1 - De onde surgiu a ideia de escrever "Depois do primeiro olhar"?
Eu estava assistindo a um telejornal e me encantei por uma reportagem sobre a reinauguração da belíssima Fontana di Trevi, em Roma. Tive logo a ideia do Prólogo e de uma personagem que pertencesse a uma família italiana. O restante do enredo busquei inspiração em vários artigos que li nas revistas que vêm anexadas ao Jornal O Globo aos domingos, desde detalhes sobre as profissões dos personagens até o misticismo da Marília.

2 - Em seus livros você faz uma perfeita descrição de cenários e creio que haja muito estudo e pesquisa para atingir esses objetivos. Em "Para sempre Lara", você optou pelo cenário suíço. Já em "Depois do primeiro olhar", pelo italiano. Há algum motivo específico?
Gosto de viajar. E sempre encontro inspirações nesses momentos, ou deixo as imagens dos lugares arquivadas em minha memória para serem usadas no momento certo.
Quando a The Books pediu para que eu escrevesse uma história que se desenrolasse na época do Natal, vieram as imagens da cidade de Interlaken, na Suíça, a qual visitei, em minha mente. Flocos de neve, roupas de frio, construções europeias... tudo isso me remeteu à época do Natal e aos filmes do Netflix. Então a história do Christer e da Lara surgiu de forma natural.
A história de Depois do Primeiro Olhar se desenrola na cidade de São Paulo. Porém o Prólogo acontece em Roma.
Não viajei ainda à Itália, portanto tive que pesquisar muito para escrever o cenário com fidelidade.
Entretanto fui três vezes à cidade de São Paulo e caminhei por todos os locais que a personagem Marília se apresenta na história. Cliquei muitas fotos, principalmente da rua Hadock Lobo, onde se localiza o escritório de arquitetura que a Marília trabalha.

3 - Como você faz para escolher os nomes dos seus personagens? Pede ajuda aos leitores? Homenageia alguém em especial?
Geralmente eu estudo o significado dos nomes, a nacionalidade dos personagens, homenageio pessoas próximas como as minhas amigas de infância e adolescência; depende do contexto da história. Escrevi agora um conto infantil que se desenrola na região oriental da Europa, então escolhi nomes russos.

4 - Com qual das suas protagonistas você mais se identifica, Mia, Lara ou Marília?
Um pouquinho com cada uma delas. Mas a que eu mais me identifico é com a Marília, apesar de gostar do jeito irreverente da Mia e da meiguice da Lara.

5 - Qual mensagem você quis passar aos leitores do seu novo livro?
Que dificuldades existirão em nossas vidas e servem de incentivo para nós nos reinventarmos, além da importância de estarmos receptivos para novas experiências e para as diferenças de opiniões. Gosto também de enfatizar a relevância da família em nossas vidas. E a família Canetti é barulhenta e unida.

Mais uma vez, agradeço o seu carinho e atenção pelo blog, Malu!
E aí, gente? Gostaram de saber um pouco mais sobre essa maravilhosa autora nacional? Comentem!

Beijos!

21/02/2018

# Entrevista com a autora Beatriz Cortes

Oi, galerinha!

Este mês eu tive a honra de conhecer a escrita da autora Beatriz Cortes e me apaixonar pela Ester e pelo Bruno, através de seu livro Aonde quer que eu vá, cedido em parceria com a LC - Agência de Comunicação.

Foi também, graças a essa parceria maravilhosa, que eu pude entrevistar a Beatriz e hoje trago um pouquinho do nosso bate-papo para vocês. Vamos conferir?

Álbum de Leitura: A música “Aonde quer que eu vá”, dos Paralamas do Sucesso é o tema do casal Ester e Bruno e também o título do livro. Por que essa escolha? Tem alguma relação direta com a banda?
Beatriz Cortes: Eu escutei essa música após escrever o primeiro capítulo de Aonde quer que eu vá (que, na época, não tinha título ainda). Apesar de já ter a ouvido outras vezes, nesse momento pensei que, talvez, essa poderia ser a trilha sonora perfeita de Ester e Bruno. E de uma forma bem espontânea a música foi narrando a história deles dois.

AL: Como psicóloga, você certamente já ouviu muitas histórias e ajudou na reabilitação de seus pacientes. A história de Ester foi inspirada em algum deles?
BC: Não. O drama de Ester e seu sofrimento com o transtorno do pânico foi inspirado em uma de minhas amigas, que passava por algo bem difícil na época. Achei que seria interessante falar sobre o assunto.

AL: Após finalizar a leitura de seu livro, pude perceber que seu estilo de escrita é bastante semelhante com o das autoras Jojo Moyes, Ka Hancock e Ana Beatriz Brandão. Você, de fato, as têm como referência?
BC: Gosto muito das autoras citadas, mas minhas maiores referências são Samanta Holtz e Nicholas Sparks.


AL: O que lhe motivou a escrever esse livro? Qual foi a mensagem que você quis passar aos seus leitores quando decidiu escrever “Aonde quer que eu vá”?
BC: Quis levá-los a uma reflexão sobre a vida, sobre suas prioridades e seus sonhos. E, principalmente, quis passar a mensagem que, não importa o que aconteça, não importa a dor, o sofrimento, as perdas, nossa maior virtude é a resiliência. É a superação. “Tudo ao nosso redor nos transforma, mesmo que a gente não perceba”. E essa transformação é necessária e interessante, desde que a gente saiba utilizá-la para crescer.

AL: Se você pudesse resumir a história de Ester e Bruno em uma frase, qual seria?
BC: Uma história onde o amor foi capaz de superar qualquer distância e até dores inimagináveis. Somos capazes de superar tudo em amor, o importante é não desistir.

AL: Você retratou muito bem a pressão psicológica que os atletas sofrem em competições mundiais. Apesar de serem esportes diferentes, você acha que a situação vivenciada pela seleção brasileira de futebol na copa de 2014 ao perder de 7x1 para a Alemanha foi semelhante à de Ester ao decepcionar uma nação inteira? Qual a sua dica para lidar com esse sentimento de fracasso?
BC: Exatamente. Os atletas sofrem todo o tipo de pressão e essa “pressão mundial” em um momento em que todos estão aguardando algum resultado deles é extremamente desafiadora. Superar o fracasso não é impossível, mas lidar com ele não é fácil. Minha dica é que esses grandes atletas sejam realmente cuidados psicologicamente tanto quanto são fisicamente. O corpo é importante, mas a mente também é. Sem ela não vamos a lugar algum. O sofrimento frente ao fracasso é do tamanho da expectativa que se cria.


AL: Já ouvi dizer que, mesmo contra nossa vontade, algumas perdas são extremamente necessárias. Você acredita que, se a Ester não tivesse passado por tudo o que passou nos 16 anos em que acontece a história do livro, ela teria tido a oportunidade de crescer tanto como ser humano?
BC: Acho que as mudanças que passamos durante nossa vida, assim como todos os acontecimentos, moldam nosso caráter e nos torna quem somos. Acredito que tudo o que Ester passou foi importante na construção de quem ela é. Mas, acredito mais ainda que como ela reagiu a esses acontecimentos, suas atitudes frente ao sofrimento, sua resiliência, foi de um valor ainda maior.

AL: É possível que haja um livro em que saibamos qual foi o rumo da história dessa querida ginasta depois da abertura das Olimpíadas de 2016, no Brasil? Ou você acha que é melhor que essa possível “continuação” fique a critério da imaginação de cada leitor?
BC: Bom, por enquanto, não tenho nenhuma ideia para um novo livro com a continuação dessa história. Acho que Ester me ensinou bastante sobre a vida e vivemos momentos incríveis de aprendizado. Mas, nunca digo nunca para os livros rsrs

AL: O meu livro “queridinho do momento”, sem dúvida, é “Aonde quer que eu vá”. E o seu, qual é?
BC: O lado feio do amor - Colleen Hoover

AL: Como começou o gosto pela leitura? O incentivo maior veio de casa ou da escola?
BC: Da escola, com certeza. Minha família não é muito assídua com a literatura, nunca foi. Meus professores foram incríveis durante toda a minha vida, então, me apaixonei pelos livros ao ver a paixão deles.

AL: Você pretendia se tornar escritora ou tudo aconteceu por acaso?
BC: Foi bem por acaso. Nunca me imaginei escritora, sempre gostei de ler, mas não me via em uma profissão assim. Sempre quis ajudar as pessoas de alguma forma, e encontrei isso na psicologia. Porém, a literatura é meu primeiro amor. Acredito que minhas palavras podem mudar a vida de muitos, mesmo que eu nunca esteja lá pessoalmente. Hoje não consigo me ver fazendo outra coisa.

AL: Tem muitos projetos pela frente?
BC: Meu livro novo, Meu doce azar, sai em abril. E até o final do ano terei outras novidades!

AL: Pretende participar da Bienal de São Paulo este ano? Se sim, já consegue nos adiantar em quais dias estará presente?
BC: Com certeza estarei em São Paulo. Ainda não tenho os dias oficiais, mas assim que tiver estarei divulgando.

AL: Se você pudesse ser um personagem de livro que você já leu, qual seria?
BC: Amelie Wood – Quero ser Beth Levitt (Samanta Holtz)

AL: E se tivesse que indicar aos leitores do blog um livro que você leu e se identificou bastante, qual seria o seu escolhido?
BC: É difícil escolher um só, mas vamos lá rsrs. Madame Bovary – Gustave Flaubert

Agradeço de coração pelo carinho! O blog sempre estará de portas abertas para você ;)

E aí, gostaram? Comentem!
Beijos!


07/05/2017

# Entrevista com a autora A.S. Victorian

Olá, leitores!

Hoje trago uma entrevista incrível com a A. S. Victorian, nossa parceira, e autora do livro Depois da Meia-Noite: Abóboras e Loucuras. Vamos ver o que ela nos respondeu?


AL: Com quantos anos começou a escrever? 

A.S.V: Eu comecei a escrever entre os nove-dez anos, quando descobri que me divertia bastante escrevendo poesia e rimando. Mas acho que só com onze anos que notei como a escrita significava algo para mim e adicionei à minha meta de vida terminar um livro. Não sei se na época pensava que essa arte se tornaria uma parte tão grande da minha vida, mas, com certeza, foi o começo para o que me tornei hoje.

AL: O que lhe motivou a escrever Depois da Meia-noite: Abóboras e Loucuras?

A.S.V: Já há algum tempo eu vinha pensando em trabalhar em um projeto que mostrasse uma nova interpretação dos contos de fadas e tratasse de temas atuais que me inquietam. Mas o livro só tomou esse formato quando eu conheci as músicas da Melanie Martinez e assisti a uma entrevista onde ela falou como gostava de tratar sobre temas que são tabus e misturar isso com um ar infantil e até ingênuo. Decidi então que não apenas faria o que havia pensado antes, mas que também me usaria do tom mais melódico e infantil das próprias versões atualizadas dos contos de fadas para passar minha mensagem. Foi uma experiência interessante, já que o Depois da Meia-noite foi meu primeiro livro de poesia que realmente tive que sentar e pensar no que escrever (não apenas esperar por inspiração como antes fazia na hora de escrever poemas).
 
AL: Nos tempos de escola, havia algum professor (a) de Língua Portuguesa que despertou o seu gosto pela leitura ou o incentivo maior veio de casa?

A.S.V: Com certeza o incentivo veio mais de casa (não que meus professores não incentivassem os alunos a ler, mas acho que quando você é criança e tem que fazer algo para a escola a coisa tende a ficar chata). Minha mãe sempre leu e comprou muitos livros para meu irmão e eu, o que fez com que a literatura se tornasse algo natural em nossas vidas.

AL: Existe algum autor nacional ou estrangeiro que seja seu grande ídolo?

A.S.V: Minha grande ídola, infelizmente já falecida, é a Diana Wynne Jones, que escreveu minha série de livros favorita, “Os mundos de Crestomanci”. Ela é uma das minhas maiores inspirações na hora de escrever meus romances.

AL: Qual livro é o seu queridinho do momento?

A.S.V: As Cidades Invisíveis, do Ítalo Calvino. Um livro que tive que ler para a faculdade e foi uma leitura simplesmente incrível. Sempre que posso, dou uma relida nele.

AL: De todos os livros que você escreveu, tem como escolher um favorito?

A.S.V: É difícil escolher um favorito, porque todos são parte de mim. Mas acho que o livro que me marcou mais foi o primeiro que terminei de escrever, o livro um da série JAT, não apenas pela magia de ter acabado um livro, mas pelo tanto que ele me fez evoluir mesmo depois de tanto tempo de escrito. E vai me fazer evoluir ainda mais quando eu finalmente me sentar para aprimorá-lo.

AL: O que você pensa a respeito da ascensão feminina na Literatura Nacional?

A.S.V: Não tem como eu ser contra isso *risos*. É maravilhoso ver que cada vez mais as mulheres estão lutando pelo seu espaço na literatura, assim como em tantas outras áreas. E mais do que isso, escrevendo e lendo sobre assuntos que realmente gostam, sem ficarem envergonhadas por isso, ou por estarem fazendo algo que “não é de/para mulher”. E acredito que já passou da hora de leitores pararem de ver autores e autoras de forma diferente, já que ser mulher não interfere na qualidade de suas criações.
A mudança vai ocorrendo aos poucos (em um cenário que a literatura parece não conseguir se expandir tanto e que também foi desde seu começo dominado por homens), o que torna cada nova autora uma conquista, não importando o gênero que ela escreve ou a “qualidade” de suas obras, mas sim por mostrar que literatura é lugar sim de mulher e que mais mulheres têm o direito de se expressar como bem entenderem.

AL: Se tivesse que indicar aos leitores do blog um livro que você leu e se identificou bastante, qual seria o seu escolhido?

A.S.V: Eu indicaria As Vantagens de Ser Invisível (um livro que ninguém conhece, né? rs). Eu não costumo me identificar muito com livros ou personagens, mas esse foi um caso a parte, tanto que entrou para a minha seleta lista de favoritos. 


Confira a resenha do livro aqui

E aí, galera? Curtiram a entrevista?
Eu amei conhecer a autora um pouquinho mais. Comentem!

Beijos!



07/04/2017

# Entrevista com a autora Vivianne Sophie

Olá, leitores!

Hoje trago uma entrevista incrível sobre a Vivianne Sophie, nossa parceira, e autora do livro A Mensageira da Morte. Vamos ver o que ela nos respondeu?



AL: O que o lançamento do livro “A Mensageira da Morte” representa para você?
Vivianne: Representa a realização de um sonho, sempre quis criar a minha própria história e apresentar nela os elementos que sempre me fascinaram, como mitologia egípcia, cenas de suspense e terror, romances. 

AL: O que lhe motivou a escrever esse livro? Baseou-se  em alguém específico para criar a personagem Alana Price?
Vivianne: A motivação veio através do estudo de mitologias, acabei achando interessante criar uma história atual, mas que remetesse aos Deuses do passado e que isso influísse nos dias de hoje. A Alana não foi baseada em uma só pessoa, mas em várias e eu quis dar a ela um caráter mais humano possível, ela é uma personagem com problemas, que precisa lidar com a perda dos pais, com a família disfuncional e com vários outros problemas que vão surgindo em sua vida.

AL: Nos tempos de escola, havia algum professor (a) de Língua Portuguesa que despertou o seu gosto pela leitura ou o incentivo maior veio de casa?
Vivianne: Sim. Eu tinha aula de literatura no ensino fundamental, a professora sempre exigia que todos lessem um livro por mês - normalmente clássicos da literatura - e fizesse uma espécie de fichamento sobre o livro. Isso me deixou muito empolgada, pois já gostava muito de ler, mas poder escrever minhas impressões sobre as histórias e comentar com os colegas era ainda mais gratificante. Foi desta forma que também conheci grandes nomes da literatura e me apaixonei pelas histórias de fantasia e terror.

23/12/2016

# Entrevista com Rô Mierling

Oi, pessoas!

Como estão? Espero que bem, e super felizes e animados com as festas de fim de ano. Já que estamos nesse clima de renovação e de troca de presentes, trouxe um presente especial pra vocês. Uma entrevista com a diva do terror e do suspense, Rô Mierling. Mas antes, quero que vocês conheçam um pouquinho melhor essa nova parceira da DarkSide Books, através da biografia, depois seguimos para a entrevista sobre o seu novo livro: Diário de uma Escrava.

A autora:

Rô Mierling aborda temas relativos a realidade, terror psicológico e suspense. Entre seus temas preferidos, casos baseados em fatos reais são o foco de seus contos e romances, assim como. Gaúcha, escritora e antologista, autora de "Contos e Crônicas do Absurdo", “Íntimo e Pessoal”, "Quando as Luzes se Apagam", "Diário de uma Escrava" e muitos outros. Coordenadora em mais de 25 antologias, atua na divulgação e incentivo de leitura e escrita junto a diversos projetos como PEGAÍ e Arca Literária. Atualmente mora em Buenos Aires onde divulga a literatura brasileira.

Redes Sociais:


Sinopse:


Laura é uma menina sequestrada e jogada no fundo de um buraco por alguém que todos imaginavam ser um bom homem. Ela vê sua vida mudar da noite para o dia, e passa a descrever com detalhes sinistros e íntimos cada dia, cada ato, cada dor que o sequestro e o aprisionamento lhe fazem passar. Estevão é homem casado, trabalhador, pai de família, mas que guarda em seu íntimo uma personalidade psicopata. Ele percorre ruas e cidades se apossando da vida de meninas ainda muito jovens, pois dentro de si uma voz afirma que é dele que elas precisam. Mergulhando fundo nessa fantasia, ele destrói vidas, famílias e sonhos, deixando atrás de si um rastro de dor e morte.

Narrado em parte em forma de diário, o livro acompanha mais de quatro anos da vida de Laura em um buraco embaixo da terra, período em que algo dentro dela também se modifica de uma forma inimaginável em busca da única maneira para sobreviver. Publicado originalmente na plataforma digital Wattpad, onde já teve mais de um milhão e meio de leituras, DIÁRIO DE UMA ESCRAVA apresenta um retrato duro, cruel, abominável, mas infelizmente corriqueiro no Brasil e em todo o mundo.


Através de Laura, raptada ainda adolescente por um homem que ela chama de “Ogro”, a autora denuncia os diversos tipos de violência que muitas mulheres são obrigadas a suportar em silêncio e nas sombras da sociedade. O “Ogro”, um homem aparentemente comum, honesto e “acima de qualquer suspeita”, mantém Laura presa em uma casa afastada, onde abusa dela sexual e mentalmente, alegando ser ela o seu verdadeiro amor. Laura, compreensivelmente, só pensa em escapar dali. Mas agora ele parece estar mudando. Será que é o melhor momento mesmo para fugir?... Bem, isso você vai ter que ler para descobrir.         


Entrevista:

01 – Seu último livro “Diário de uma Escrava”, que foi lançado pela DarkSide Books, no dia 31 de outubro, é o único que atingiu a marca de um milhão e meio de leituras no Wattpad. Qual foi a sensação de ser tornar a primeira autora nacional a publicar livros pela Dark? Como essa parceria ocorreu? Eles foram até você ou você até eles?

Fiquei muito feliz com esse número de leituras dentro do gênero "Mistério" do Wattpad. Ser publicada por uma editora de destaque é muito especial, mas é também um novo desafio: mostrar que temos o talento esperado. Eles vieram até mim com a proposta e eu aceitei. 

02 – Terror e Suspense Psicológico não são os gêneros preferidos da grande parte do público feminino, sejam elas leitoras ou escritoras, visto que os romances “água-com-açúcar” são os mais procurados por elas. Como você reage a isso? Em algum momento você se sentiu “a diferentona”? Isso te impulsionou a criar narrativas do gênero justamente por não querer ser como a maioria?

Eu gosto dos gêneros, às vezes me sentia marginalizada, mas passou, adoro escrever e ler sobre coisas sombrias e achei meu público. 

03 - O que a motivou a escrever livros de terror e suspense? Esses sempre foram os gêneros que mais lhe agradaram? Além deles, tem algum outro tipo que você, como leitora, curte ler?

Gosto desses gêneros com predominância, a vida nunca me foi fácil, portanto, escrevo muito do que vejo e sinto.

04 – Como autora de destaque nos gêneros de suspense e terror acredito que você deve ter sido influenciada por renomados escritores como Agatha Christie e Stephen King, estou certa? Além deles quais outros te influenciaram?

Além desses, gosto muito de John Grisham, Ruth Rendel e outros. 

05 – Se você pudesse recomendar apenas um livro aos leitores do Álbum de Leitura, qual seria? Sabemos que é difícil escolher, mas qual deles seria capaz de encantá-los com seu estilo de escrita?

Escuridão total sem estrelas - de SK

06 – Como você define o enredo de “Diário de uma Escrava” em uma frase? 

A vida real é linda, mas também é sinistra, preparar-se para ela é preciso.

Rô, muito obrigada pela confiança no Álbum de Leitura, estou ansiosa para ler seu livro e quero deixar aqui os meus votos de sucesso e que 2017 seja melhor que 2016.

Pessoal, espero que tenham gostado, assim como eu! 

Beijos literários


10/07/2016

# Entrevista: "Eu não sou um exemplo de mãe, sabe?"

Olá, pessoas lindas!

Hoje eu trago uma entrevista que a Editora Belas-Letras fez com a Ana Cardoso. Vamos ver o que a "mamãe rock" tem a nos dizer?



ENTREVISTA

 "Eu não sou um exemplo de mãe, sabe?" 

Ana Cardoso faz parte do time de mães que querem ter a sua voz ouvida e reconhecida. Em A mamãe é rock, nada de flores, ursinhos carinhosos e mimimi. Ana fala sobre mães de verdade, que vivem todo dia na corda bamba. Foi pensando em situações verdadeiras, mas sem perder o senso de humor, que a jornalista deu vida a um livro que toca do início ao fim o ritmo que só as mulheres com filhos entendem.

Belas-Letras: Quando foi que surgiu a ideia de criar A mamãe é rock?
Ana Cardoso:
 Em março desse ano, na véspera de embarcarmos para o SXSW, em Austin, o Gustavo (publisher), passou em nossa casa para falar de O papai é pop 2. Na ocasião, o Marcos comentou que gostaria de incluir uns textos meus no segundo livro. Escrevi uma porção deles no bloco de notas do celular e passei para o meu marido, que encaminhou para o Gustavo. Os dois devem ter gostado, pois imediatamente me sugeriram que eu tivesse meu próprio livro. 

BL: Por que o papai é pop e a mamãe é rock?
Ana:
 Em primeiro lugar porque eu nunca fui pop. Eu não sou um exemplo de mãe, sabe? Sou uma mulher que tem filhos, vive longe da família e se vira da melhor forma que consegue. Em segundo porque sempre achei a maternidade uma grande mistura de ritmos, pendendo muito para o rock.

BL: No livro, percebemos que você não concorda com diversos estigmas estabelecidos no mundo das mães. O que mais te deixa furiosa neste aspecto?
Ana:
 Furiosa? Então vamos ao cerne: existem cobranças em cima das mães absolutamente diferentes das em cima dos pais. Num ambiente de trabalho, por exemplo, quantos pais faltam para cuidar dos filhos? Uma vez uma amiga mãe escreveu no meu Facebook "Encontrei teu marido num voo sozinho com a Aurora. Ela estava aprontando muito, puxava a barba dele. Olha, dá meus parabéns pra ele, é um super-herói". Aquilo me deixou em estado de choque. Como assim? Eu sempre viajava, fazia tudo tudo tudo com as duas sozinha e eu deveria dizer ao meu marido que ele era um herói porque pegou um voo de 45 minutos com UMA filha? Eu senti que precisava falar sobre isso.


BL: Qual é a maior dificuldade em criar duas crianças de diferentes idades simultaneamente, nos dias de hoje?
Ana: 
Acho bem tranquilo. A Anita é sete anos mais velha, ela me ajuda muito a cuidar da Aurora. Imagino que criar dois pequenos ao mesmo tempo seja mais complexo. Sempre brinquei que eu não teria sanidade mental para isso. Acho que não teria mesmo. 

BL: Você é mãe de duas meninas e é feminista. É difícil prepará-las para que exijam seus direitos? Como é essa conversa?
Ana: 
Não é difícil. É bem simples porque faz parte do meu dia a dia. Eu ensino as ideias na prática, é um processo natural. Acho que está interiorizado nelas. A Anita tem dado provas incríveis de como uma educação feminista cria meninas mais questionadoras e fortes. Sou suspeita para falar, mas a Anita é demais. Uma menina inteligente, sensível, forte e guerreira. A hipocrisia passou longe. A Aurora já entendeu que NÃO é NÃO. Ela repete isso o tempo todo, principalmente quando a Anita faz algo que ela deixou bem claro que não queria. Lembro que há pouco tempo ainda se propagavam aquelas ideias que quando uma mulher dizia NÃO não verdade estava fazendo charminho, que queria sim algo. Esse é um conceito que está absolutamente claro aqui em casa.

"Só se torna pai de verdade quem participa."

BL: Ainda existem pais que se recusam a fazer tarefas básicas, afinal, trocar a fralda é o básico! O que você diria para essas esposas?

Ana: Não façam. Deixem as crianças com os pais e façam eles se virarem um pouco. Só se torna pai de verdade quem participa. Ao contrário da maternidade, que é compulsória –pariu é mãe – a paternidade ainda parece ser opcional na nossa sociedade. Cabe às mulheres exigirem isso. Quando me perguntam: qual o segredo para ter um papai pop em casa? Ou falam que sonham com um marido que seja um décimo do "bom pai" que o Marcos é, aviso: só depende de vocês delegarem tarefas. Nenhum homem vem de fábrica pronto pra dividir. Eles foram educados a não participar. Então, a mudança está nas mãos das mulheres.



Gostaram da entrevista? Espero que sim! Mil beijos literários!



04/05/2016

# Entrevista exclusiva com Giselle Sauer

E aí galera, como vai?

Vocês devem ter visto por aí algumas das fotos lindas que o papai mais pop do Brasil, Marcos Piangers, posta para ilustrar as suas crônicas sobre paternidade. A responsável por alguns dos cliques é Giselle Sauer, fotógrafa que se destaca pela simplicidade dos momentos que registra. Para Giselle, a fotografia deve acompanhar não só o crescimento de uma criança, como também as situações cotidianas que fazem parte da história de uma família. Conversamos com a fotógrafa que lançou no mês de abril Brincar, clicar, amar, um compilado de dicas e instruções para as mamães de primeira viagem que vão querer recordar os momentos dos seus pequenos no futuro.



Belas-Letras: De onde veio a sua paixão pela fotografia?
Giselle: Meu avô gostava de fotografar e então temos muitos registros de infância. Na adolescência eu sempre carregava uma câmera comigo, fosse uma descartável ou qualquer outra, e assim não deixava de registrar as coisas ao meu redor. Mas isso só virou um hobby oficialmente aos 30 anos e, uma vez que a gente ama muito um hobby, acaba por querer tê-lo como profissão. E foi isso que aconteceu.

BL: Qual é a maior dificuldade em fotografar crianças?
Giselle: É muito complicado enumerar dificuldades, pois com o tempo eu fui aprendendo que tudo precisa ser no tempo deles. Sempre me identifiquei com crianças, fui professora durante alguns anos e isso foi um aprendizado enorme. Por vezes eu acho que o mais difícil são os pais e as suas expectativas, as crianças estão sempre prontas para a folia e eu só preciso estar pronta para registrar suas façanhas.

BL: Qual é a sua visão e opinião sobre a fotografia digital e o fato de os velhos álbuns de família estarem cada vez mais raros?
Giselle:
 Eu acho que a fotografia digital é uma revolução, levou o acesso a todas as camadas e facilitou muito que se registre os momentos mais importantes e divertidos. Ver a frequência com que as pessoas imprimem suas memórias diminuir é algo que me deixa extremamente triste, pois somos todos feitos de histórias e não há nada melhor do que folhear um álbum antigo ou resgatar as fotos perdidas em baú. Somos feitos daquilo que contam de nossos pais e dos pais de nossos pais e assim por diante. Quando a geração de hoje tiver seus filhos, teremos uma lacuna gigantesca na história impressa e estes arquivos talvez estejam perdidos em alguma mídia digital antiga. 

BL: Como o livro contribuirá para o seu trabalho como fotógrafa?
Giselle:
 O livro é um compilado de tudo aquilo que explico e ensino aos pais quando os fotografo. Ele não só ajuda a mostrar o quanto um fotógrafo especializado é importante para auxiliar os pais a identificarem as fases que passam rápido, como também a importância de ter registrado todo o amor que existe numa família visto pelos olhos de alguém de fora.

NO BLOG: Como saber qual o melhor momento para fotografar uma criança


*Algumas das fotos escolhidas pela equipe BL

Curtiram a entrevista, assim como eu? Comentem!

Beijo